Poema em homenagem aos camponeses Celino e Wanderson, assassinados por pistoleiros no Maranhão

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Pintura feita pelo artista popular Antônio Kuschnir, em denúncia aos crimes do latifúndio. Foto: Banco de Dados AND
Aos camponeses assassinados 

(Em homenagem a Celino e Wanderson)

 

Na manhã de um dia 

foste bravo combatente 

lutasse contra a tirania 

em defesa da tua gente 

 

 Na noite de um dia 

 foste mártir dos indigentes 

 assassinado pela covardia 

 de facínoras insolentes. 

 

 Na manhã de um dia 

 o teu nome foi lembrado 

 os que mataram na covardia 

 foram pelo povo justiçados.

 

 Na noite de um dia 

 o teu povo triunfou 

 teu sangue foi sementinha 

 que logo germinou.


Conheci Celino e Wanderson quando estive na comunidade do Cedro em Arari. Celino me informou sobre a vida na comunidade, me levou para ver os campos alagados, me mostrou como os porcos atendiam ao seu chamado e denunciou os crimes cometidos pelos latifundiários. Wanderson, o mais jovem e filho de Celino, me levou numa canoa dentro dos campos alagados para que eu conhecesse sua beleza e também a beleza do resultado da luta dos camponeses: cercas ilegais arrancadas para que o povo pudesse viver em paz tendo direito à terra que é de todos. Ambos me contaram as histórias do cárcere, histórias de quando no começo de 2019 foram presos por defender a luta do povo. Ambos para mim são inspirações e eu jamais esquecerei das lições que aprendi com esses bravos combatentes que na madrugada do dia 5 de janeiro de 2020 foram brutalmente assassinados na frente de seus familiares pelos pistoleiros serviçais do latifúndio. 

Leia Também: MA: Pistoleiros assassinam camponeses perseguidos políticos na Baixada Maranhense (Arari)

De uma coisa tenho certeza: o risco que corre o pau, corre o machado. Aqueles que mandam matar, também podem morrer. É isso que diz a canção e não existe verdade maior. 
Levantar bem alto a bandeira de Celino e Wanderson! 
Levantar bem alto a bandeira da revolução agrária! 
Morte ao latifúndio!
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