Índia: PCI (Maoista) denuncia repressão fascista do regime Modi

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Guerrilheiros do EGPL, dirigidos pelo PCI (Maoista), por meio da Guerra Popular Prolongada fazem avançar a Revolução indiana. Foto: HT

O Comitê Especial dos Ghats Ocidentais do Partido Comunista da Índia (Maoísta) acusou, por meio de uma declaração, o regime de Narendra Modi e Amit Shah Yogi, em conluio com diversas empresas do capitalismo burocrático, de promover repressão brutal às manifestações contra a “nova lei de cidadania”.

Os maoistas denunciam o fato de que todos os canais de comunicação foram bloqueados e ordens foram dadas para que todas as pessoas não tivessem acesso às informações que mostrassem a repressão sangrenta promovida pelas forças do velho Estado.

“As pessoas que acreditam na fraternidade e no pluralismo se juntaram à enorme agitação contra a lei. É um movimento bem-vindo contra a agenda oculta do Sangh Parivar”, disse o porta-voz do Comitê, camarada Jogi. E continua: “A lei lembra a limpeza étnica realizada pelos nazistas e sionistas”.

O maoista ainda disse que os estudantes têm um papel fundamental na turbulência que vive o país e que todos que se posicionam contra o regime fascista estão sendo acusados de serem “anti-nacionais”.

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Os maoístas convidaram todas as pessoas do país a abrirem novas frentes de guerra contra a “nova lei de cidadania” e contra o governo indiano.

A emenda ‘anti-muçulmana’

O novo projeto de lei tem sido conhecido amplamente como emenda “anti-muçulmana”, no país que tem um terço da sua população de 1,3 bilhões de pessoas composta por pessoas muçulmanas.

O projeto faz parte da movimentação burocrática e fascista do governo de turno de Narendra Modi que, em agosto deste ano, despojou o estado majoritariamente muçulmano de Jammu e Caxemira de seu status autônomo, essencialmente dando ao velho Estado mais controle sobre os assuntos da região. 

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Nesse mesmo mês, o governo de turno começou a construir campos de concentração para a população pobre e muçulmana do país, através da “lista final do Registro Nacional dos Cidadãos”, que arrancou a cidadania de milhares de indianos bengalis e muçulmanos, assim como de indianos hindus pobres e camponeses, que não tinham a extensa documentação necessária para comprovar sua cidadania.

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E, em novembro, o Supremo Tribunal da Índia autorizou os hindus a construir um templo num local sagrado, disputado e secular, que tem significado tanto para os hindus como para os muçulmanos. A decisão sobre o local de Ayodhya foi vista como um ataque contra os muçulmanos, e surgiu numa altura em que estes se encontram cada vez mais segregados na sociedade.

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