Chile: Policiais militares utilizam substâncias químicas contra manifestantes

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Carabineros do Chile colocam substâncias na "água" utilizada para dispersar os protestos que causam queimaduras na pele e induzem ao vômito. Foto: Banco de dados AND

Mais uma vez, os manifestantes no Chile foram brutalmente reprimidos no dia 10 de janeiro na praça da Dignidade, em Santiago (capital), por agentes da Polícia Militar, que foram acusados de usar substâncias químicas na água dos caminhões que utilizam para dispersar os protestos.

Os manifestantes denunciaram que na água desses caminhões, de cor amarela ou às vezes verde, há uma substância que provoca queimaduras e vômitos. Após os protestos, os manifestantes formam filas nos postos médicos improvisados que promovem assistência na rua.

Segundo um dos manifestantes, José Tomás Donoso, um dos postos médicos já tratou 100 pessoas que foram queimadas pelo jato de água.


Manifestantes queimados pela "água" se reúnem nos postos de atendimento médico. Foto: Miguel Crispi

Um manifestante relatou na internet: “O caminhão lançou uma água verde. Eu não podia ver nem respirar, pensei que iria morrer. Duas horas depois recém consegui abrir os olhos, mas o meu corpo ardia como o inferno”. E outro respondeu: “A mim também! Já me banhei três vezes, e minha pele ainda arde. Também estou vomitando o que como”, denunciou.

Também é denunciado, através de diversos vídeos, fotos e relatos, o disparo de bombas de gás lacrimogêneo diretamente ao corpo dos manifestantes.

        Manifestante é atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo diretamente no corpo. Foto: Banco de dados AND

A manifestação do dia 10 de janeiro foi promovida, em particular, por estudantes que protestavam contra o Teste de Seleção Universitária (PSU), afirmando que o teste limita o acesso à educação. Os alunos do ensino médio também denunciaram o maior investimento do velho Estado nas forças da repressão do que na educação.

Jovem é sequestrado por policiais à paisana

Viralizou nas redes sociais um vídeo, do dia 10 de janeiro, de um jovem e manifestante chileno sendo sequestrado e agredido pelo que seriam policiais à paisana, que se vestiam como manifestantes. O menino foi colocado violentamente em uma van branca sem identificação. 

 

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