RJ: Operação de guerra em Manguinhos dura três dias e aterroriza moradores

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Uma operação de guerra, que já dura pelo menos três dias, está atormentando as massas trabalhadores da favela de Manguinhos, na zona norte do Rio. Helicópteros sobrevoam e fazem tremer as casas, enquanto veículos blindados invadem os becos e ruas lotadas de trabalhadores a caminho do serviço. Até agora um homem, identificado como Denis, idade não revelada, foi executado em um grupo de militares.

Uma casa abandonada estava sendo utilizada como base clandestina para a ação policial. Segundo relato de uma moradora que não quis se identificar, em entrevista para AND, os agentes estão dormindo lá. Denis foi executado por esse mesmo grupo, em uma “tróia” (tática usada pela polícia, conhecida como “tocaia”, para surpreender e executar pessoas em ações).

“Muito tiro aqui em Manguinhos, estava demorando para o ano começar”, protesta uma moradora, na internet.

A Polícia Militar faz também, desde as primeiras horas do dia 15, uma ação no Morro São João, no Engenho Novo, zona norte do Rio. A ação, que causa problemas para os trabalhadores residentes do local, acontece para vingar a morte de um cabo numa suposta tentativa de assalto na rua 24 de maio, que sequer fica na favela. A operação está sendo feita pelo Grupamento de Intervenção Tática (GIT), com apoio da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) local.

Também na comunidade da Serrinha em Madureira, zona norte do Rio, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) realizou operação na manhã do dia 15.

 

Operação assassina mais um filho do povo. Foto: Banco de dados AND

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