Nos municípios do noroeste fluminense, o retrato de um sistema falido

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Piora das condições de vida do povo

Para todo lugar que se olha, vê-se piorar as condições de vida das classes trabalhadoras do nosso país. 

De acordo com estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no país foi de 11,2% (11,9 milhões de pessoas) em novembro de 2019. O governo do fascista Bolsonaro e o monopólio da imprensa comemoraram esses números, segundo eles o menor nos últimos 3 anos. Entretanto, esse mesmo estudo apontou que 38,8 milhões de pessoas trabalham na informalidade, “empregadas” no setor privado sem carteira assinada ou fazendo bicos para tentar sobreviver.

Doenças consideradas erradicadas como sarampo, pólio, difteria e rubéola voltam a ameaçar o povo brasileiro. A epidemia de dengue continua a ceifar vidas. Foram confirmadas 754 mortes até o início de dezembro de 2019 e o número de casos da doença ultrapassou a casa de 1,5 milhão. A febre chikungunya teve 130.820 casos registrados a nível nacional, sendo 85.758 no estado do Rio de Janeiro. Um total de 66 pessoas morreram em decorrência dessa doença. Em relação a febre amarela, o Brasil vive o risco de uma nova epidemia. 

No que diz respeito a atual política educacional é importante deixar claro que quem dá as cartas é o astrólogo Olavo de Carvalho. Foi ele quem indicou Ricardo Velez para o Ministério da Educação onde permaneceu por 3 meses e 7 dias cumprindo seu papel de bobo da corte da canalha. Em seu lugar foi empossado outro pupilo do “richelieu” do Capitão Beldroegas, o “imprecionante” Weintraub, indivíduo recalcado como todo fascista. De abril até hoje vem aplicando, por meio de verborragia hidrofóbica, a agenda do gerenciamento de turno que implica no desmonte da já combalida educação pública no nosso país. 

Definitivamente o povo brasileiro não merece isso!

Nos municípios toda essa crise se manifesta. 

As conjunturas internacional e nacional, são sentidas nos lares, nas vilas, bairros e favelas, onde vivem as pessoas. Os desempregados, desocupados e desalentados estão nos municípios. As pessoas morrem de dengue, chikungunya, etc, nas cidades onde residem. A desastrosa política educacional se faz sentir nas escolas e universidades das regiões onde vivemos. E a pergunta que se faz é: a "quantas anda" a política nos municípios brasileiros?  

Analisemos, num recorte geográfico, a situação política dos municípios do Estado do Rio de Janeiro onde nos últimos quatro anos cinco ex-governadores foram presos.

Em 2015, dos 92 prefeitos do Rio de Janeiro 70% respondiam na “justiça” por enriquecimento ilícito, lesão ao patrimônio público e outros crimes. Dos indiciados 13 foram cassados. Em 2019, após 70 fases da famigerada Operação Lava-Jato e a cruzada anti-corrupção impetrada pelo “paladino da justiça”, o agente ianque Sérgio Moro, tem-se 20 prefeitos do estado do Rio de Janeiro afastados de seus cargos desde 2016. Dentre os gerentes municipais investigados, 2 foram presos, 8 perderam o mandato, 5 foram afastados (4 aguardam recurso) e 5 venceram recurso na “justiça”. 

Chama atenção a situação da região mais pobre do estado, o Noroeste Fluminense. Formada por 13 municípios, a região possui a maior concentração de trabalhadores no campo em comparação a outras regiões do estado, sendo o território rural com maior percentual de extrema pobreza. Pois é nessa região em que nos últimos 10 anos, prefeitos foram cassados, afastados ou perderam seus direitos políticos em 85% dos municípios. A Figura a seguir mostra os episódios ocorridos na região:

Liberdade, felicidade e poder popular

Enquanto esperam a próxima eleição que irá definir o ladrão de turno, a população continua pagando impostos e quando não o faz são processadas na justiça (a mesma que livra a cara dos canalhas) por inadimplência.

Mas como diria Gonzaguinha “a gente não tem cara de panaca, a gente não tem jeito de babaca” e a indignação do povo está tomando forma por meio do boicote à farsa eleitoral. No município de Itaperuna o percentual de eleitores que rechaçaram as eleições atingiu 36,80% do eleitorado no 1º turno das eleições presidenciais de 2018. Diante desse quadro, os políticos da direita e da esquerda oportunista, em especial, estão desesperados. Partidos como PT, Psol e Pecedobê (que deixou a sigla de lado para adotar os nomes de Movimento 65 e Comuns) traçam estratégias para vender a ilusão de que as coisas podem mudar por meio do voto. Serão derrotados em seus intentos. No seio do povo vai crescendo a consciência de que a corrupção não é a causa, mas sim o efeito de um sistema carcomido. As “escamas começam a cair dos olhos” do povo deixando claro que a liberdade, a felicidade, o poder e a verdadeira democracia popular não nascerão votando em eleições definidas pelo saco de dinheiro.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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