GO: Comunidade de Garavelo protesta contra a demolição de escola infantil

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 Comando de Luta da Educação realizou um ato durante a cerimônia de abertura do ano letivo na educação de Aparecida de Goiânia.  Fotos: Comitê de Apoio ao AND de Goiânia.

No dia 20 de janeiro, moradores do setor Garavelo, em Aparecida de Goiânia (GO), realizaram uma manifestação contra a demolição do CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) Tia Bely e sua transferência para outro prédio, pela prefeitura.

Tomaram parte do protesto funcionários da instituição, pais de alunos e outros moradores que caminharam por duas avenidas da região e distribuíram milhares de panfletos no comércio e para os transeuntes, convocando a comunidade a defender o CMEI, que tem hoje mais de 100 crianças matriculadas e 39 funcionários.
Os manifestantes exigiram a manutenção do CMEI no local atual de funcionamento e também a reforma do prédio da instituição.

Há cerca de um mês, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (MDB), e a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Turismo (SEMECT) anunciaram a retirada do CMEI da atual localização, na Praça da Igualdade, para um prédio provisório, ainda inacabado e mais distante do local onde hoje se encontra.

A promessa da prefeitura é de que a alocação no prédio provisório se daria até a construção de uma nova estrutura quando então as famílias teriam que passar por mais um constrangimento.

Poucos dias após o anúncio, os funcionários e pais de alunos mobilizaram-se e passaram a se organizar afim de defender a manutenção da creche no local.

O Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia convocou uma reunião na comunidade e divulgou uma nota de denúncia apontando as consequências da retirada do CMEI para as crianças e suas famílias.
Em um dos trechos da nota o movimento popular afirma: “Segundo eles [prefeitura], as crianças serão transferidas para o antigo prédio da Escola Estadual Maria Rosilda, a qual não oferece nenhuma estrutura para receber crianças tão pequenas e ainda terão que dividir o espaço com o acervo do estado que lá funciona. Uma alternativa, proposta pelo Vice-prefeito, foi distribuir as mais de 100 crianças do Tia Bely nos CMEIs da região (Geralda Ribeiro, Araguaia e Buriti Sereno) que já funcionam com lotação máxima, causando ainda problemas de locomoção para as famílias atendidas pelo Cmei Tia Bely.”.

A nota completa pode ser lida na íntegra no site do Comando de Luta da Educação:  https://educacaoemlutadeaparecida.blogspot.com/

Durante a reunião organizada pelo Comando de Luta da Educação, a comunidade apresentou todos os problemas gerados pela mudança de local.
Além de mães e pais terem que se deslocar mais 1,5km carregando os seus filhos, estes seriam submetidos a condições totalmente inadequadas sendo obrigados a ter aulas num prédio em obras, expondo as crianças à poeira, barulho e outros riscos à saúde.

Segundo relatos de uma professora que visitou o local proposto, as salas de aula são extremamente pequenas e não oferecem condições adequadas para o funcionamento da instituição.

Destruição de escola para fins eleitoreiros

A comunidade denuncia também que toda esta situação está sendo criada pelo governo Gustavo Mendanha (MDB) por motivos eleitoreiros, uma vez que 2020 é ano de eleições municipais.
Os moradores afirmam que o prefeito pretende demolir o CMEI para revitalizar a praça da região, mais uma vez afetando a população local em função de obras de caráter eleitoreiro.
 
Até o ano de 2016, há poucos metros do CMEI Tia Bely, também funcionava um Centro de Atenção Integrada à Saúde (CAIS). Em 2016, ele foi interditado e demolido pela prefeitura. Nessa época, o mesmo prefeito chegou a anunciar o plano para construção de um shopping no lugar. Plano este que, por sua vez, foi veementemente repudiado pela maioria dos moradores, que exigiam a volta do centro médico. A comunidade do setor Garavelo, que desde então está sem nenhum posto de atendimento à saúde, também ficará sem o atendimento à educação infantil.


A luta continua

Dois dias depois da manifestação dos moradores no setor Garavelo (22/01), o Comando de Luta da Educação também realizou um ato durante a cerimônia de abertura do ano letivo na educação de Aparecida de Goiânia.
Em cima do palco do evento, levantando cartazes em defesa do CMEI Tia Bely e dos direitos dos trabalhadores em educação, professoras e professores foram aplaudidos por mais de mil servidores presentes.

Hoje, a comunidade luta para manter o CMEI e conseguiu impedir, até o momento, que as crianças fossem levadas para o prédio provisório ainda em obras, garantindo que o período letivo da instituição comece somente após o término da construção.

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