RJ: Trabalhadores da Cedae se sentem mal após aplicar carvão ativado na estação de Guandu

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Trabalhadores oriundos do sistema prisional contratados pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) passaram mal após manusearem carvão ativado na estação de Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Trabalhadores da estação denunciaram más condições de trabalho na aplicação do carvão ativado, no dia 27 de janeiro. Um dos homens, com uniforme da Cedae, ficou caído no chão após passar mal logo depois de iniciar o expediente na estação. Os trabalhadores denunciam que as condições de trabalho no Guandú são péssimas.

“Estamos trabalhando assim, dentro de um lugar fechado com carvão na nossa cara”, denuncia um trabalhador que não quis se identificar.

O Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento e Meio Ambiente (Sintsama) diz que a situação dos trabalhadores é preocupante. “Estão mandando eles colocarem carvão, um saco de 20 quilos na mão. Esse carvão ativado é altamente poroso e sobe fuligem e a respiração dele [do trabalhador] piorou. Estamos cobrando da Cedae uma solução, porque não pode colocar o carvão de forma manual”, denuncia o presidente do Sintsama.

O professor José Marcos Godoy, do Departamento de Química da PUC-RJ, aponta inalação de poeira, calor e trabalho extenuante aliado à falta de equipamentos adequados de proteção como algumas das causas para o mal-estar dos trabalhadores. “É responsabilidade da firma que contrata uma terceirizada, no caso a Cedae, verificar se os funcionários terceirizados têm todos os Equipamentos de Proteção Individuais necessários para as atividades. E, aparentemente, não foi isso o que aconteceu”, disse Godoy. 

“Cabe ressaltar que esses trabalhadores vêm do sistema prisional, ou seja, de uma condição física já fragilizada. A pessoa é colocada numa condição de trabalho muito intensa e nem sempre essa pessoa está em sua melhor condição”, afirma professor 

Os riscos para a saúde por questões de inalação de poeira são de longo prazo e podem fazer surgir problemas pulmonares no futuro. As condições ambientais para a execução do trabalho – poeira, calor, trabalho extenuante, não ingestão constante de água e esforço ao carregar sacos de 20 quilos – pode ter causado o mal-estar nos trabalhadores.

Trabalhadores da Cedae mostram colega de trabalho passando mal, após ser submetido a condições de trabalho degradantes. Foto: Redes Sociais.

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