Chile: jovem é assassinado e centenas são presos em novo protesto

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Ariel Moreno é mais um jovem assassinado pela repressão chilena. Foto: Redes Sociais

Um protesto, na madrugada do dia dia 31 de janeiro, no Chile, deixou uma pessoa morta (assassinada pela polícia militar sanguinária chilena, os Carabineros), vários feridos (entre manifestantes e policiais) e 124 detidos. Os chilenos saíram para protestar contra a morte de um torcedor do Colo Colo que foi atropelado por um caminhão da polícia no dia 28, após um jogo do campeonato no estádio Monumental. 

A morte do jovem intensificou as mobilizações populares que estão acontecendo há mais de 100 dias no Chile, contra o sistema de exploração e opressão, levados à cabo por uma política “neoliberal” do velho Estado. No meio dos protestos houve confrontos com a polícia na periferia da capital, Santiago, e no município de San Ramon, aconteceu um incêndio em um supermercado, seguido de saqueio do mesmo, pelas massas rebeladas e empobrecidas. 

Jovem de 24 anos é assassinado em protesto contra a repressão

O jovem chileno Ariel Moreno morreu no dia 31 no Hospital de Urgência Assistência Pública , após chegar em estado crítico na manhã do dia anterior, depois de ter sido atingido na cabeça por uma bala disparada por policiais militarizados dos Carabineros. A equipe médica confirmou no dia 31 à tarde a morte encefálica do jovem de 24 anos, e confirmou que a bala disparada era de arma de fogo.

O assassinato ocorreu no exterior da Delegacia de Carabineros da Região Metropolitana, Santiago do Chile (capital), quando o menino protestava, junto com outros fãs do Colo Colo, pela morte de Jorge "Neco" Mora, atropelado por um ônibus dos carabineros no dia 28.

Devido à morte dos jovens chilenos, a Marcha de Todos os Torcedores foi realizada no setor da Praça Baquedano, onde torcedores de diferentes equipes de futebol se reuniram para exigir justiça.

Torcedor do Colo Colo é atropelado por caminhão dos Carabineros

Jorge Mora "Neco" foi atropelado por policiais do lado de fora do Estádio Monumental. Foto: Redes Sociais

Um torcedor do Colo Colo morreu atropelado no dia 28, vítima da ação de um carro policial, que avançou contra os torcedores que se manifestavam do lado de fora do Estádio Monumental, casa do alvinegro de Santiago.

Seu nome era Jorge Mora, apelido Neco, morava no bairro de Pudahuel, na periferia da capital chilena, e era tatuador. O veículo que o atropelou é um caminhão de transporte de cavalos para a polícia montada – muito utilizada no Chile durante partidas de futebol.

Outro torcedor do Colo-Colo estava filmando a manifestação e captou o exato momento em que Mora foi atropelado pelo carro policial, que dirigia em alta velocidade, e impacta de frente com a vítima, que é jogada longe.

 O assassinato aconteceu durante a primeira rodada do Campeonato Chileno 2020, após a partida Colo-Colo 3×0 Palestino, quando os torcedores do time da casa decidiram sair do estádio com os palavras de ordem amplamente utilizadas nos protestos chilenos que tomaram conta do país nos últimos meses, numa espécie de manifestação improvisada.

Algumas palavras de ordem criticavam o governo e a brutalidade das forças de repressão, além de clamar pela renúncia do presidente Sebastián Piñera e entoar o “Piñera, fdp, assassino igual ao Pinochet”, como na partida semifinal da Copa Chile, na semana passada, quando entoaram essa palavra de ordem junto com a torcida rival, da Universidad Católica.

Os Carabineros estavam presentes no próprio funeral de Neco, monitorando à distância a marcha fúnebre, para “intervir em caso de incidentes”.

Militares reprimiram amigos e familiares no próprio funeral do torcedor. Foto: Redes Sociais

Durante o funeral, houve enfrentamento entre amigos, familiares da vítima, assim como muitos torcedores do Colo Colo, e os Carabineros, devido à tentativa de reprimir o funeral do torcedor, pelas “autoridades” presentes.

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