USA: Revolucionários comemoram rebelião de escravos

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No dia 1º de fevereiro, membros da organização revolucionária Servir ao Povo (SAP), de Charlotte, na Carolina do Norte, juntos da comunidade local, se reuniram para homenagear escravos enterrados em sepulturas não marcadas em frente a um complexo de condomínios. Os participantes se reuniram em torno de uma placa feita pela comunidade marcando o local esquecido pelas classes dominantes.

O evento contou com a presença de ativistas e membros da comunidade que haviam sido atraídos pela campanha de propaganda do evento. Os apresentadores fizeram discursos sobre revolucionários negros e ativistas que combateram a escravidão, abordando figuras históricas como Harriet Tubman e Frederick Douglass, cujos feitos revolucionários são regularmente distorcidos por historiadores burgueses, assim como Nat Turner, que liderou a rebelião escrava violenta mais bem sucedida da história do Estados Unidos (USA).

A placa, que foi erguida em frente ao local da sepultura virada para a rua, dizia: “Escravos são enterrados aqui, a resistência negra continua, combate e resistir à supremacia branca”. 

Placa é erguida durante evento revolucionário, marcando que a história da escravidão no USA não será esquecida. Foto: Incendiary News

Militante do Servir ao Povo de Charlotte discursa em evento homenageando escravos rebeldes e revolucionários na história do USA. Foto: Incendiary News

De acordo com jornal revolucionário Incendiary News, o evento destacou o fato de que a escravidão pode ter terminado, mas que os negros ainda são explorados pela burguesia imperialista do USA e oprimidos no sistema imperialista: “O racismo é uma ferramenta do imperialismo norte-americano utilizado para estratificar ainda mais a classe proletária, dividindo os trabalhadores uns contra os outros e criando uma massa de desempregados e trabalhadores desesperados para sobressair à concorrência, baixando o preço da força de trabalho”.

E continuam, assinalando que a própria cidade de Charlotte ainda é uma cidade profundamente dividida, demonstrada nos efeitos desproporcionais da gentrificação nos bairros negros da classe operária no centro da cidade, e nas proporções mais elevadas de pobreza entre a população preta.

Artes são feitas pelos revolucionários para promover a luta revolucionária contra todo o tipo de chauvinismo, e rememorar escravos revolucionários na história do USA, tão apagados pela historiografia burguesa. Foto: Incendiary News

Após os discursos, os organizadores apresentaram peças de arte feitas para o evento e explicaram como elas se relacionavam com a resistência contra a escravidão e a supremacia branca.

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