Governos de turno impulsionam ‘desnacionalização’ da economia

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De acordo com um relatório divulgado pela consultoria KPMG sobre fusões e aquisições, de 2004 a 2019 foram desnacionalizadas 3.407 empresas locais, dentre grandes (grande burguesia compradora e burocrática) e médias (burguesia genuinamente nacional).

Prova de toda essa entrega da nossa economia à dominação direta das transnacionais imperialistas são os dados Monitor de Tendências de Investimentos Globais, da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), que mostram que em 2019 cresceu em 26% os investimentos estrangeiros no Brasil, fato que se deve às privatizações feitas.

Entre as privatizações mais comemoradas pelos lacaios está a da Transportadora Associada de Gás (TAG) da Petrobrás para o monopólio financeiro francês Engie e ao canadense Caisse.

O governo de generais/Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes prometeram entregar ainda, aos imperialistas, a Eletrobrás, os Correios, a Casa da Moeda e continuar a se desfazer de bens da Petrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal para logo após também defender a privatização destas.

Paulo Guedes já disse diversas vezes em entrevistas e eventos oficiais que o país está totalmente aberto ao capital estrangeiro.

PT prosseguiu a política de desnacionalização

Em 2019, as aquisições de empresas brasileiras por estrangeiros cresceram 19% na comparação com 2018. Mas para quem pensa que a política de entrega de nossas indústrias e empresas ao imperialismo começou agora, está muito enganado.

Somente no governo de Luis Inácio, de 2004 a 2010, foram adquiridas pelo capital estrangeiro 792 empresas.

O governo Dilma foi além, e aplicou o tripé macroeconômico (metas de inflação, superávit fiscal primário e câmbio flutuante), cuja ópera resultou na privatização de áreas de infraestruturas, como aeroportos, estradas, megacampo de petróleo no pré-sal em Libra etc.

“Ao manter o ‘tripé macroeconômico’, prosseguiu a política de valorização da moeda, ao lado das tarifas baixas de importação, e por isso o mercado interno seguiu sendo desnacionalizado. Com isso, prosseguiu o processo de desindustrialização e reprimarização da economia”, afirmou o professor Nilson Araújo de Souza.

E continua: “A participação da indústria de transformação no Produto Interno Bruto, que começara a cair na segunda metade dos anos 1980 e manteve essa tendência durante o governo Fernando Henrique Cardoso, teve uma ligeira melhora durante os dois primeiros anos do governo Lula para depois manter a tendência de queda: passou de 16,91% em 2003 para 14,96% em 2010. A indústria local fechava as portas porque não conseguia concorrer com produtos importados subsidiados por tarifas baixas e pela moeda valorizada”, analisou o professor.

Apesar das vendas de estatais às multinacionais estrangeiras significar uma maior entrega da Nação ao imperialismo, os monopólios estatais não são exatamente “nacionais” (a serviço da Nação), pois estão submetidas por capital e tecnologia ao imperialismo, ademais das densas redes de créditos e na cadeia de produção.

Manifestantes foram atacados pela Força Nacional de Dilma em protesto contra o Leilão de Libra na Barra da Tijuca/RJ em 2013. Foto: Agência Brasil

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