RJ: Trabalhadores protestam contra precarização da atenção básica de saúde

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Ao longo da segunda quinzena de fevereiro usuários das Clínicas da Família realizaram diversos atos na capital carioca em conjunto com os trabalhadores da saúde contra a precarização dos serviços comandada pela empresa Rio Saúde. Ocorreram atos no Complexo da Maré, Complexo do Alemão e na Penha, na zona norte da cidade. Em todos os atos os trabalhadores denunciavam o avanço da precarização na atenção básica na saúde da cidade.

No complexo de favelas da Maré o ato ocorreu na manhã do dia 18 de janeiro. Mais de 100 trabalhadores da saúde perderam seus empregos, enquanto outros foram contratados em condições trabalhistas precárias. Durante o ato, a avenida Brasil, fundamental para a circulação urbana, foi parcialmente interditada.

Na região funcionam atualmente sete unidades de atenção básica, uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), um Centro de Atendimento Psicossocial Adulto (Caps), um Centro de Atendimento Psicossocial para abuso de Álcool e Drogas (Caps AD), um Centro de Atendimento Psicossocial Infantil (Capsi) e uma Unidade de Acolhimento Adulto. As referidas unidades atendem cerca de 140 mil moradores de 16 favelas. 

A trabalhadora da saúde Zeliete Rodrigues, odontóloga, denuncia que foi demitida de maneira repentina pela Organização Social que comandava a atenção básica no Rio. “Gosto de trabalhar na comunidade, não meço esforços, faço tudo que é de direito pela população”, diz ela, que foi atingida por um tiro durante uma operação no ano passado. “Há 12 anos trabalho aqui na comunidade e, de repente, recebi essa notícia que estava sendo demitida. Faltam somente 8 meses para eu me aposentar”, desabafa ao monopólio de imprensa G1.

Outra trabalhadora da saúde, Graciela Pagliaro, médica, denuncia que essa situação caótica agrava as condições de saúde dos trabalhadores. “Isso é difícil para os profissionais, mas, mais do que tudo, para a população, que fica sem esses profissionais que já têm vínculo, que já fazem esse cuidado há muito tempo”, disse em entrevista ao monopólio de imprensa G1.

 Crise na saúde no Rio faz milhares de pessoas não terem atendimento médico. Foto: Leonardo Lucena

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