SP: Trabalhadores enfrentam repressão durante votação da ‘reforma’ da Previdência; Assista aos vídeos

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Servidores enfrentam a repressão do lado de fora da Alesp. Foto: G1

Servidores públicos que reivindicavam entrar na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para protestar contra a votação do criminoso ataque à Previdência estadual dos trabalhadores, no dia 3 de março, foram atacados pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar de Dória(PSDB).

Milhares de manifestantes chegaram por volta das 7h e se concentraram em frente ao prédio da Alesp, na avenida Pedro Alvares Cabral, em frente ao Parque do Ibirapuera.

Por volta das 9h teve início a sessão para votação do draconiano pacotaço antipovo.

Contudo, já às 10h da manhã a concentração em frente à Alesp contava com centenas de servidores, muitos dos quais ainda não haviam conseguido adentrar o prédio, barrados pela Polícia Militar, por meio de agressões, bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta.

Neste momento os trabalhadores decidiram revidar arremessando pedras e outros artefatos em cima dos policiais como forma de repelir e resistir à injusta agressão.

Houve tumulto também dentro do prédio. Os policiais agrediram até mesmo os trabalhadores que conseguiram adentrar a Assembléia para assistir à votação. O pronto-socorro da Alesp atendeu pelo menos 20 pessoas que passaram mal com o cheiro do gás disparado pelos policiais dentro do ambiente fechado. 

O caso mais grave foi de um homem que foi atingido por um tiro de bala de borracha no rosto, tendo ferimento próximo do olho.

Trabalhadores exibem ferimentos causados pelos tiros de bala de borracha disparado pelos PMs. Foto: Redes Sociais

Aprovação do ataque

Aprovada em segunda votação com 59 votos, o criminoso ataque contra a Previdência dos trabalhadores não precisará de sanção do governador João Doria (PSDB), pois o texto do “Projeto de Emenda à Constituição” (PEC) partiu diretamente do Executivo. Manobra esta que visa justamente acelerar a implementação do achaque contra os servidores.

Eram necessários 57 votos favoráveis para a aprovação em segundo turno e o corte de direitos aprovado deve entrar em vigor 90 dias após a publicação.

Os principais ataques contra os direitos são: exigência do tempo mínimo de contribuição de 25 anos no caso de aposentadoria voluntária; aumento da alíquota de contribuição de 11% para 14%; aumento da idade mínima para as aposentadorias comuns: 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens; Serão atingidos pelos ataques professores, policiais civis, agentes de vigilância e de escolta penitenciários. Já no caso dos servidores que tenham condições especiais ou com deficiência, as regras são diferenciadas, porém certamente serão bem mais duras do que antes da aprovação deste pacote anti-Previdência.

Governador anti-povo

O governador de São Paulo João Dória (PSDB), o mesmo que elogiou a bárbara ação da PM na favela de Paraisópolis que resultou no assassinato de nove jovens em 2019, defendeu mais este o covarde ataque da PM contra os servidores.

Dória defendeu a agressão cometida pelos militares contra os servidores alegando cinicamente que os PMs foram agredidos e não o contrário: "não posso deixar de registrar meu repúdio aos atos de vandalismo presenciados durante a votação, dentro e fora da Alesp. Depredação do patrimônio público, intimidação aos parlamentares, agressão a policiais e desrespeito à democracia", afirmou o parasita.

O político ainda comemorou a aprovação da criminosa “reforma” da Previdência: “Parlamentares que honraram os votos que receberam nas urnas, permitindo que o Governo de SP tenha equilíbrio fiscal e recupere sua capacidade de investimento. O gasto com a previdência em SP já é maior que o orçamento da saúde, segurança e educação", afirmou.

Momento em que um policial dispara a queima-roupa contra os servidores dentro da Alesp. Foto: Redes Sociais

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