RO: MFP realiza curso e celebração do 08 de março

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No dia 08 de março de 2020, Dia Internacional da Mulher Proletária, o Movimento Feminino Popular – MFP realizou um curso de formação e celebração em Porto Velho/RO. As dezoito ativistas que participaram do curso puderam aprofundar o seu conhecimento acerca das lutas históricas da emancipação da mulher e seu papel na luta pela destruição da sociedade de classes. O local foi devidamente ornamentado com faixas, cartazes, bandeiras e textos que faziam referência ao 08 de março e às diversas mulheres que tiveram papel destacado nas lutas no Brasil e no mundo. O curso foi dividido em 03 momentos.

Na primeira parte, após a saudação inicial de uma ativista e apresentação das presentes, foi realizado um momento de exposição em que todas puderam denunciar por meio de tarjetas as diversas formas de opressão existentes contra as mulheres na atualidade. Relatos de violência doméstica, estupro, dos que colocam a mulher como “rainha do lar”, de companheiros na luta que menosprezam a capacidade das mulheres sendo elas colocadas em tarefas secundárias, da culpa imposta às mulheres pela violência que sofrem, a exploração ainda maior no trabalho, a dupla jornada de trabalho, etc. Após a exposição de cada uma, seguiu-se o debate acerca das formas de violência praticadas contra as mulheres.

Na segunda parte, ocorreu o estudo sobre a origem da opressão feminina, a partir do texto de “A origem da família, da propriedade privada e do Estado”, de F. Engels. Em seguida, foi feito um estudo sobre a opressão feminina nos diversos Modos de Produção (Escravismo, Feudalismo e Capitalismo). O estudo também enfatizou o papel das religiões no processo de opressão feminina, sobretudo pela imposição do patriarcado.

A terceira parte foi dedicada à exposição e discussão sobre a mulher e a luta de classes, denunciando o feminino burguês e colocando a necessidade de romper com as 04 montanhas (latifúndio, capitalismo burocrático, imperialismo e a opressão feminina). Destacou-se que as mulheres são mais que a metade da classe e a libertação da mulher é fruto da luta de todo o proletariado. A ênfase dada tratou de denunciar a tentativa do feminismo burguês atrelados à manutenção da sociedade de classes e aos interesses do capital que apregoam que a data do 8 de março seria um dia de “todas as mulheres”, denunciando que esta data deve ser celebrada como o dia internacional da mulher proletária, trabalhadora, de mulheres do povo. Diferente do feminismo burguês e pequeno burguês e sua perspectiva pós-moderna de fragmentação e segmentação das diversas lutas, entre elas a questão da opressão de gênero. As perspectivas apresentadas foram as de elevar o nível de participação efetiva das mulheres, enquanto combatentes ombro a ombro com os homens de sua classe, sob a perspectiva de defender a uma Revolução de Nova Democracia, ou seja, uma revolução democrática de novo tipo, ininterrupta ao socialismo, e à sociedade sem classes e sem exploração, ou seja o comunismo. Daí a necessidade de se discutir em fincar raízes na construção do Movimento Feminino Popular na cidade.

Ao final do Curso, foi realizada uma celebração onde estiveram presentes, além das companheiras, os companheiros de diversas organizações como o Movimento Estudantil Popular Revolucionário – MEPR, Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação - MOCLATE e de entidades estudantis e classistas. Na celebração as companheiras dirigiram as falas destacando as inúmeras heroínas e seu papel na defesa da Revolução em nosso país e no mundo: Sandra Lima, fundadora do MFP; de Remís Carla, do MEPR; das Combatentes da Gloriosa Guerrilha do Araguaia; das camponesas que tombaram na luta pela terra e daquelas que dedicaram suas vidas na revolução russa, revolução chinesa e nos processos revolucionários vigentes no Peru, Índia, Turquia e Filipinas. As intervenções eram seguidas de agitativas palavras de ordem, como “Viva os 25 anos do Movimento Feminino Popular!”, “Viva o Dia Internacional da Mulher Proletária!”, “Pra Mulher se libertar de toda a opressão, só com a luta proletária e a revolução!”, “Despertar a fúria revolucionária da mulher!”, “Eleição é farsa, não muda nada não, organizar o povo pra fazer revolução”. Ao final da celebração todos os presentes, erguendo alto a bandeira do MFP, entoaram a canção “Lutadoras da Revolução”.

Cartazes foram colados na parede para homenagear as heroínas do proletariado.

Homenagem as mulheres combatentes.

As 4 montanhas que oprimem o povo das colônias e semicolônias, foram simbolizadas em um desenho colado na parede.

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