Bebianno, desafeto de Bolsonaro, sofre infarto e morre

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Ocorreu mais uma morte polêmica de elementos outrora ligados a Bolsonaro. O ex-secretário geral da Presidência, o reacionário Gustavo Bebianno, ex-aliado e desafeto de Bolsonaro, sofreu um suposto ataque cardíaco às 4h da manhã e faleceu, no dia 14 de março, em uma fazenda no Rio de Janeiro. Ele tinha 56 anos.

Bebianno alcançou o posto no importante ministério após desempenhar, em 2018, a presidência do Partido Social Liberal (PSL) e coordenar toda a campanha eleitoral bolsonarista. Em fevereiro de 2019, vários casos de desvios de verbas eleitorais foram revelados no PSL, especialmente relacionado à desvio de campanhas eleitorais femininas. 

Assumido o novo governo, Bebianno foi defenestrado logo em fevereiro de 2019, por jogar abertamente a política de negociar com o Congresso e prezar pela estabilidade, seguindo os ditames dos generais no governo, política contrária à pregada por Bolsonaro, de gerar instabilidade. Na ocasião, Bebianno disse que "implodiria Bolsonaro", dando a entender que teria graves denúncias que revelariam podres do expoente da extrema-direita.

Quatro dias depois de ser demitido e sofrendo já ameaças de morte, segundo trouxe à tona da revista Radar (revista Veja), Bebianno escreveu duas cartas, a duas pessoas de confiança, na qual revelava "os nomes de quem quer lhe causar mal", nas palavras da coluna.

Em dezembro de 2019, em entrevista a rádio Jovem Pan, Bebianno reiterou que se sentia ameaçado e que tinha materiais que comprometiam o fascista Bolsonaro guardados no estrangeiro.

"O presidente Bolsonaro é uma pessoa que tem muitos laços com policiais no Rio de Janeiro, policiais bons e ruins, e eu me sinto, sim, vulnerável e sob risco constante. Se o presidente acha que eu tenho medo dele, ele está muito enganado. Eu vou ficar aqui, vou encarar a situação de frente", disse ele à época. E prosseguiu: "Eu tenho um material, sim, inclusive fora do Brasil. Porque eles podem achar que fazendo comigo alguma coisa aqui no Brasil, uma coisa tão terrível, que fosse capaz de assustar quem estivesse ao meu redor e, portanto, inibir a divulgação de algum material, eu tenho muita coisa sim, inclusive fora do Brasil. Então eu não tenho medo. Morrer para mim faz parte da vida, não tem nenhum problema para mim em relação a isso".

Nos últimos meses Bebianno aliava-se com o PSDB, do ultrarreacionário João Dória, desde já rival do fascista Bolsonaro e provável postulante à presidência em 2022.

Bebianno não é o primeiro obstáculo no caminho de Bolsonaro que morreu recentemente. O paramilitar fascista carioca Adriano da Nóbrega, possível envolvido na morte de Marielle e que possuía vínculos com a família Bolsonaro, foi morto em uma operação das Polícias Militares (PM) do Rio de Janeiro e da Bahia, em ação coordenada, em uma fazenda na cidade de Esplanada (BA). Há fortes indícios de execução sumária. O miliciano fascista, isolado e sentindo-se abandonado por seus aliados, temia por sua vida, segundo seu advogado.

Bolsonaro escuta Bebianno, articulador de sua campanha presidencial em 2018. Foto: Banco de Dados AND

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