Iraque: Após ataques da Resistência, imperialismo recua e abandona bases militares

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Manifestantes ocuparam o complexo militar onde se localiza a embaixada americana em Bagdá no início de janeiro.

No dia 29 de março, tropas da coalizão militar liderada pelo imperialismo ianque no Iraque se retiraram da base aérea K1, no norte do Iraque, após uma série de ataques terem sido realizados contra outras bases militares utilizadas pela coalizão no país. Estima-se que foram transferidos equipamentos no valor de 1,1 milhão de dólares, junto dos 300 funcionários que estavam em K1. Trata-se da terceira base evacuada no último mês: no dia 27 de março, a base aérea de Qayyarah, no norte do país, foi evacuada, dias após deixarem a base de al-Qaim, na fronteira com a Síria. Além disso, a França anunciou no dia 25 a retirada de todas as suas tropas do país.

Esses recuos em sua política colonial expõem a insegurança do Estados Unidos (USA) frente à contra-ofensiva militar desatada desde que assassinou o general iraniano Qassem Soleimani, no início do ano, em solo iraquiano, em um ataque a drone. Os ianques estão reorganizando sua estratégia militar, no que aparenta ser uma tentativa de concentrar todas as suas tropas em dois locais específicos do país. 

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Desde então, diversos alvos militares do próprio USA, bem como de outros Exércitos lacaios do imperialismo ianque, como os enviados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), têm sido atingidos por mísseis e foguetes por todo o Iraque. A chamada Zona Verde, um complexo de acesso restrito e altamente militarizado em Bagdá, onde estão localizados os principais prédios do governo iraquiano, assim como o comando militar e a Embaixada ianques no país, tem sido o principal alvo.

Apesar de nenhum grupo específico assumir responsabilidade por tais ações contra a ocupação militar ianque no Iraque, especula-se que tenham sido realizadas por milícias xiitas iraquianas apoiadas pelo Irã, tais como o Kataib Hezbollah, integrante das Hashd al-Shaabi (“Forças de Mobilização Popular”).

ATAQUES RECENTES 

O último ataque à Zona Verde ocorreu no dia 26 de março, quando dois foguetes explodiram próximo ao Comando de Operações de Bagdá, centro que coordena as forças policiais e militares iraquianas. O prédio do Comando fica localizado a poucas centenas de metros da Embaixada ianque, que estipula-se ter sido o alvo do ataque. Esta foi a quinta ação no curto período de duas semanas. 

Dias antes, em 17 de março, pelo menos três projéteis haviam atingido a Zona Verde, apenas horas depois de múltiplos foguetes atingirem a base de Basmaya, muito próxima à capital iraquiana, onde estão alocados um contingente espanhol, assim como tropas oficiais da Otan.

Além desses episódios, a base aérea de Taji, que tem sido usada como base de treinamento pelo imperialismo ianque há anos, também foi uma das mais atingidas recentemente. No dia 11 de março, ela foi atingida por mais de 15 foguetes Katsyusha, em um ataque letal que matou três soldados da coalizão imperialista, sendo dois deles estadunidenses e um britânico, além de ter ferido pelo menos outros 12 soldados. No dia 17, ela voltou a ser atacada novamente, dessa vez por 33 foguetes, que deixaram três soldados feridos.

As informações sobre esses ataques à base de Taji foram veiculadas pela própria Operation Inherent Resolve, que se trata do nome operacional para a intervenção militar ianque que invadiu o Iraque e a Síria sob o pretexto de combater o chamado Estado Islâmico (EI). 

O Iraque foi invadido em 2003 pelo USA, que derrubou, à época, o governo de Saddam Hussein sob a falsa alegação de que ele detinha “armas de destruição em massa”. A ocupação do imperialismo ianque no país foi declarada como finalizada pelo próprio em 2011, porém um novo acordo colonial foi firmado com o regime fantoche iraquiano, estabelecido este durante o período da guerra de agressão imperialista, para fins de combater o EI, de forma que há ainda, hoje, cerca de 6 mil soldados ianques no Iraque.

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