Marreta: 'Derrotar os ataques de Bolsonaro/generais e enfrentar a crise com luta classista'

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Reproduzimos importante nota do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de BH e Região (Marreta), sobre os ataques de Bolsonaro/generais e a crise do coronavírus.


Derrotar os ataques criminosos de Bolsonaro/generais e enfrentar a crise do coronavírus com a luta classista e combativa

Companheiras e companheiros, trabalhadores da construção de BH e Região, 

Todos temos acompanhado com preocupação a situação do avanço da epidemia do coronavírus (COVID-19) e todo seu reflexo na saúde e na rotina de bilhões de pessoas em todo o mundo. Essa doença que tem um altíssimo poder de contágio, está superlotando hospitais, revelando todo o colapso e falência desse sistema imperialista de exploração de milhões para o lucro de pouquíssimos grandes burgueses e latifundiários.

 A rede pública de saúde no Brasil, todos estamos cansados de saber, é golpeada, roubada, desmontada a cada novo governo. Os profissionais da saúde trabalham em péssimas condições, com parcos recursos, muitas instituições estão sem equipamento, sem pessoal necessário e chegam a improvisar leitos e equipamentos para atender a crescente demanda. A crise do coronavírus escancarou essa grave crise da saúde pública que é parte da crise geral do capitalismo burocrático em nosso país.

 As medidas para prevenção e diminuição do ritmo de contágio dessa doença tem como finalidade impedir que um número enorme de pessoas adoeça de uma vez e que dessa forma os hospitais fiquem sem leitos e sem condições de receber o grande número de infectados, o que poderá resultar em ainda mais sofrimento e mortes, principalmente entre as massas mais empobrecidas.

 O povo está seguindo as recomendações, está preocupado com a higienização, está preocupado em reduzir a movimentação e muitos que podem estão ficando em casa. O povo está preocupado com as crianças e idosos. As escolas suspenderam as aulas, grande parte do comércio está fechada. A rotina do país e do mundo mudou.

Esse governo criminoso de Bolsonaro/generais despreza o povo, é inimigo das massas trabalhadoras, da juventude, dos camponeses, das mulheres trabalhadoras, dos idosos e crianças. Fã de Donald Trump e seguindo as desinformações e bobagens ditadas pelo seu guru Olavo de Carvalho, cercado pelo bando de paramilitares e gangsters de terno e da internet, ele ataca todas as medidas de proteção e saúde porque quer que o povo morra para que ele e o grupo que representa se mantenha no poder.

 De dia ele ameaça suspender os contratos de emprego por 4 meses e a noite nega, e vai testando assim o alcance e a possibilidade de aplicação de novos crimes trabalhistas e contra o povo. Para camuflar suas medidas antipovo e vende-pátria, faz discursos e palhaçadas para chamar atenção da do monopólio de imprensa. Deu 1,2 trilhão de reais para os bancos que lucram bilhões todos os anos enquanto o povo se afunda em dívidas e incertezas.

 Pacotes emergenciais, recursos, são obrigação do governo! A salvação econômica de governos e patrões não está na ordem do dia. A urgência é garantir a saúde, os direitos e a segurança dos milhões de trabalhadores.

 Cada vez mais isolada, essa gangue de extrema direita mostra os dentes, late, mas o povo responde com repúdio, batendo panelas gritando e “Fora Bolsonaro e generais!” 

As eleições reacionárias, seus políticos profissionais, seus partidos eleitoreiros e os grupos de poder que representam, nenhum deles pode resolver os problemas do povo. No circo eleitoral, eles simulam“trocar seis por meia dúzia”, mas todos fazem parte desse mesmo sistema que foi rechaçado pelo povo na última eleição. Mais de 56 milhões de brasileiros não votaram em nenhum deles e mais de 100 milhões não afiançaram esse governo reacionário, antipovo e vende-pátria de Bolsonaro/generais. Mais que nunca, devemos ecoar pelo país a palavra de ordem: “Nem Bolsonaro, nem Mourão, nem Congresso de corruptos, nem Judiciário e fora Forças Armadas reacionárias!”.

Um decreto do governo Zema determina o funcionamento da construção civil durante a crise da COVID-19, afirmando que nos coloca no rol  de “categoria essencial”. Os mesmos governos que hoje classificam os trabalhadores da saúde como “essenciais”, é o mesmo que deu aumento para a polícia e profissionais da “segurança” e coloca essas tropas repressivas para reprimir e intimidar os que lutam por condições de trabalho. 

Nas obras, o MARRETA tem exigido o cumprimento de normas rigorosas de higienização, distanciamentos corretos dos operários no ambiente de trabalho, entre outras medidas e algumas empresas estão cumprindo, mas ainda há as que não estão nem aí para os trabalhadores.

 A posição do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de BH e Região é de entender a crise dessa pandemia, mas não podemos aceitar que os patrões use e abuse dos trabalhadores. Por isso firmamos um termo aditivo a CCT 2019/2020 de caráter provisório para o enfrentamento a crise da COVID-19 justamente para não deixar os trabalhadores desamparados e sob as  medidas do decreto 297/2020 de Bolsonaro/generais. Caso as empresas não cumpram as normas, as obras têm que parar! As obras são locais de difícil higienização, muitas têm ambientes insalubres. O trabalhador usa o transporte público lotados, de casa para as obras em risco eminente de contaminação. A situação é gravíssima e o trabalhador está se colocando sua vida, a se sua família e de outras pessoas em risco! 

Por isso chamamos a atenção de todos os trabalhadores e trabalhadoras da construção: Denuncie a empresa que não estiver cumprindo com o distanciamento adequado entre trabalhadores, as medidas de higienização, etc. Caso não as cumpram: RECUSE-SE A TRABALHAR!

 O MARRETA mantém suas atividades dentro dessa difícil situação com sua diretoria mobilizada e com sua estrutura mínima funcionando. Nosso sindicato está alerta e em contato com as demais entidades e organizações sindicais e populares para mantermos alta as bandeiras e a luta em defesa dos direitos dos trabalhadores pisoteados pelo governo e patrões, em defesa dos desempregados, pequenos e médios comerciantes e empresários, donas de casa, estudantes, operários e camponeses, professores, profissionais da saúde, intelectuais a serviço do povo, em defesa dos aposentados, idosos crianças e das futuras gerações.

Viva a luta classista e combativa!

Bolsonaro/generais e patrões sanguessugas: tirem as mãos dos nossos direitos!

Preparar a Greve Geral de Resistência Nacional!

Saudações classistas e muita saúde a todos os trabalhadores da construção, suas famílias e povo!

Com muita solidariedade, organização e luta, venceremos mais essa batalha! 

                                                                                                                                                                                  Belo Horizonte, 30/03/2020

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