Amazônia: Trabalhadores da saúde denunciam precárias condições de trabalho

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No dia 26 de março os trabalhadores da saúde de várias categorias denunciaram a falta de Equipamentos de Proteção Individuais (EPI) nas unidades de saúde de Belém. Eles relatam que sempre ocorreu a falta de EPI, porém nesse momento os riscos são maiores devido ao surto da doença Covid-19.

Uma trabalhadora que preferiu não se identificar denuncia que no Pronto Socorro do Guamá, recém inaugurado, faltam vários EPI. “Tá faltando gorro, máscara cirúrgica, avental, todos os equipamentos que a gente precisa para lidar com esse tipo de paciente. Nós, profissionais da saúde, estamos correndo um risco muito grande, por que todos os dias a gente sai de nossas casas preocupados, né, para trabalhar, aí chega no hospital e a resposta que a gente espera, não tem. É uma única máscara pra você passar um plantão de 12 horas, né, é um absurdo”, protesta.

Uma das lideranças sindicais do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), Wilson Machado, relata o aumento no recebimento das denúncias dos médicos em todo o Pará acerca da falta de EPI. 

“O sindicato dos médicos do Pará recebeu nos últimos dias uma grande quantidade de denuncia de médicos que continuam atuando nos seus locais de trabalho em relação a falta dos EPI, passando pela falta de luvas adequadas, também os visores de proteção, óculos de proteção e até os capotes necessários naqueles casos em que os pacientes já têm o diagnóstico da doença com manifestações clínicas importantes”, afirmou.

Miriam Andrade, uma das lideranças sindicais do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Pará (Sindsaúde), relata que as denúncias sobre falta de EPI já eram realizadas há muito tempo, porém nada foi feito para dar melhor segurança aos trabalhadores. 

“Ela já vem sendo há muito tempo denunciada a falta de equipamentos, até com a pressão que tem sido feita já melhorou um pouquinho mais. O governo do Estado e alguns municípios não forneciam equipamentos mas tavam exigindo que esses trabalhadores continuassem a atender normalmente”, explica.

Manaus: trabalhadores protestam contra falta de salários e EPI

No dia 28 de março os trabalhadores da saúde terceirizados, principalmente enfermeiros, realizaram mais um protesto contra a falta de salários e denunciaram a falta de EPI para lidar com a Covid-19. 

O ato foi realizado em frente ao Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Serviço de Saúde do Estado do Amazonas (Sindipriv), na zona norte de Manaus.

Os trabalhadores de diversas empresas terceirizadas relatam que alguns estão com até oito meses sem salários e, além disso, o aumento dos casos de Covid-19 trouxe novamente à tona a falta não apenas de EPI, como também de alguns insumos nas unidades de saúde. 

“Todos estão com salários atrasados, é um absurdo. Já denunciamos, conversamos com o Ministério Público em relação aos pagamentos, mas até agora nenhum retorno. Eles estão sendo demitidos por cobrarem o que é de direito, pois estão sendo despejados de suas casas, onde muitos moram de aluguel. Nossos enfermeiros estão deixando filhos em casa, mas tem um pão para deixar. Conta de luz e água atrasada. Além de não terem os EPI. Em alguns hospitais, os enfermeiros são obrigados a usar as máscaras por 12 horas, porém, a eficácia do material dura apenas 4 horas. Sem salário e arriscando a vida dentro das unidades", denuncia uma das lideranças sindicais do Sindpriv, Graciete Mouzinho.

Sem salários e sem EPIs trabalhadores da saúde realizam ato em Manaus. Foto: Eliana Nascimento

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