Liga Operária: Governo de generais declara guerra aos direitos dos trabalhadores para tentar salvar a grande burguesia e o imperialismo

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Reproduzimos a seguir nota publicada pela Liga Operária a respeito da situação política nacional e internacional em meio pandemia da Covid-19. 


A crise moral, política, financeira e militar que vive o velho e podre Estado burocrático brasileiro, burguês, latifundiário, serviçal do imperialismo, principalmente ianque, é reflexo da crise do capitalismo burocrático, que para tentar se salvar, segue à risca os ditames do imperialismo ianque, que tem sucateado há anos a saúde, educação, saneamento básico, moradia, e etc., todos os gerentes de turno da direita, centro e “esquerda” eleitoreira aprofundaram a crise e aperfeiçoaram os mecanismos de defesas, criminalizando os que lutam e cortando os direitos dos trabalhadores. O novo Coronavírus/Covid-19, não só desmascarou todo esse sistema, como também, mostra toda a fragilidade dele por sobreviver da exploração e opressão.

Bastou a Organização Mundial de Saúde – OMS orientar que a melhor forma de conter a pandemia é a quarentena, absoluta, que a grande burguesia ficou desesperada e passaram a realizar carreatas, pedindo o fim da quarentena e a volta ao trabalho, para seguirem explorando o povo e tentarem salvar os lucros adquiridos às custa dos trabalhadores. Carreatas com carros de luxo, bandeiras do Brasil e camisetas da seleção brasileira, contrastavam nas portas de prefeituras e ruas das capitais, a grande burguesia desesperadas, por que não conseguem viver sem explorar e seus empregados domésticos estão de quarentena.

Ao sentirem o perigo eminente dos levantes populares, o “governo secreto” cria o “Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus”, para tentar salvar o seu governo. O Alto Comando das Forças Armadas (ACFA), emparedou Bolsonaro, reduzindo-o a sua pequinês subalterna, colocou o general Braga Neto, para centralizar as ações do Comitê e frear as sandices de Bolsonaro, que atiça os grupos de reacionários ligados a ele (nazifascistas, paramilitares, as tropas militares e a burguesia reacionária), aumenta a revolta das massas em luta, pauperizadas pelas suas medidas anti-operárias. Falam que “estamos em guerra” contra a pandemia do novo coronavírus, mas o que vemos, são as suas medidas, que buscam aprofundar ainda mais os cortes de direitos do nosso povo e salvar as empresas e o sistema financeiro.

A MP 936 não só aprofunda os ataques aos direitos do povo, como também achata os salários tirando a representatividade dos Sindicatos e pressionando o trabalhador em acordos individuais. A MP 936, publicada dia 01/04 autoriza a redução de 25%, 50% e 70% nos salários de quem ganha até R$ 3.135,00 (com um complemento salarial pelo governo). Também estipula que, os que ganham acima de R$ 3.135,00 a R$ 12.540,00 é permitido 25% (sem complemento salarial do governo), o que viola todas as normas trabalhistas e constitucionais, ferindo o Art. 7º / VI da Constituição Federal e o Art. 503 da CLT, que trata da irredutibilidade de salário.

Essa medida ainda permite que os patrões suspendam os contratos de trabalho, bastando a empresa se declarar por escrito 48 horas antes, sem a anuência dos Sindicatos, sob a alegação de que tais “Medidas é por que, “estamos em estado de guerra” colocam o trabalhador “com a o pescoço na guilhotina e a mão na caneta, para assinar o acordo”. Ainda faz demagogia com R$ 600,00 que diz aos profissionais liberais, camelôs, domésticas, e etc., e aliviando os grandes burgueses, suas empresas e os parasitas do sistema financeiro, desamparando as pequenas e médias empresas, que desesperada e sem identidade de classe serve de bucha de canhão, e grita aos quatro cantos pela volta ao trabalho.

Aproveitando-se disso, Bolsonaro e seus seguidores, falam que “o vírus vai matar mesmo. Nós não podemos deixar o país parar!” e que “os jovens tem que trabalhar! O vírus só mata velhos e doentes”, chegando ao cúmulo de afirmar que “é só uma gripezinha”. Reproduzindo discursos de ódio, como os nazistas, na segunda guerra mundial, e todo seu ódio “anticomunista” para os bolsonaristas, todos que são contra o obstinado Bolsonaro, são taxados de “comunistas”, até mesmo os generais do ACFA, que foram adestrados pelo Pentágono ianque na “caça aos comunistas”. Eles se divergem no varejo, mas se aliam no atacado, pois temem a força das massas e a revolta popular, que aumenta a cada dia e tentam impedir de todas as formas, para isso quer concluir o golpe militar contrarrevolucionário de ação preventiva em curso, para tentar frear o inevitável levante das massas.

Devemos levantar alto, as bandeiras de lutas do povo. Esse sistema não nos serve, muito menos as suas farsas das eleições, que não representa os interesses do povo. Na eleição de 2018, o povo rechaçou com mais de 56 milhões de pessoas que não votaram em ninguém.

O que a crise da pandemia do coronavírus/Covid-19, escancara para o mundo?

1º Que as massas são todo poderosa e que sua organização de classe consciente, poderá salvar toda a humanidade e o planeta!

2º Que todas as riquezas do mundo nada é, frente a crise do novo Coronavírus que escancara para todos a fragilidade de um sistema baseado na exploração e opressão e a ciência a serviço de poucos e não da humanidade!

3º Que o imperialismo e todos seus serviçais, não passam de um monte de lixo, que têm de serem varridos da face da terra, rompendo com as ilusões das superpotências mundiais: de se autoafirmarem indestrutíveis!

4º Que o presidente Mao Tsetung tinha razão: “o imperialismo é um tigre de papel”!

5º Que a pandemia da Covid-19, é o prelúdio do fim desse sistema de exploração e opressão, pois as massas que sobreviverem, sairão mais fortalecidas e decididas a fazer a roda da história girar e a solidariedade de classe aumentar, com o internacionalismo proletário!

6º Que os profissionais de saúde são os nossos heróis, pois mesmo com todas as dificuldades e sucateamento do sistema de saúde, não abandonam seus ideais, seguem salvando vidas. Mostram o seu valor e desmascaram a hipocrisia de políticos corrupto, juízes, policiais, “superatletas”, que defenderam a ferro e fogo o aprofundamento da crise do capitalismo burocrático no país, defendendo a farra da Fifa em 2014 e do COI (Comitê Olímpico Internacional) em 2016, a ponto de dizerem que o Brasil não faria a copa em hospitais.

7º Que a cada dia, tem sido provado na prática: só com as massas unidas e organizadas, formando Comitês de Defesa e Barreiras Sanitárias, que o povo vencerá a pandemia da Covid-19 de forma, independente e classista.

8º Que não devemos dar ouvidos a este governo de generais anticientífico e descompromissado com o povo. Nos manter unidos seguindo as orientações preciosas dos profissionais de saúde e as normas da OMS e do Ministério do Trabalho e das lideranças populares dos Comitês!

9º Que devemos praticar a solidariedade classista e cobrar do velho Estado, que cumpra as normas e orientações da OMS e exigimos uma soluções para atender às massas populares, mais empobrecidas e desprovidas de tudo!

10º Que o imperialismo ianque provou não está nem aí para humanidade, quando tornou-se o epicentro da pandemia e principalmente deixou mais claro os seus interesses mesquinhos ao decretar lei proibindo a exportação de máscaras produzidas pela 3M no USA, mas não tergiversou em lotar aviões de carga com produtos da China, passando a perna em vários países.

11º Que as afirmações de Lenin seguem corretas: “a essência do imperialismo e a origem do seu caráter é parasitário”, ele não deixará de existir por si só, as massas o derrotará parte por parte com: Revolução de nova democracia em países colônias e semicolônias; Revolução socialistas em países de capitalismo desenvolvido e várias revoluções culturais até o fim de todas as classes e a chegada do futuro luminoso de toda humanidade: o comunismo!

São Paulo, 04 de abril de 2020

Coordenação Nacional – Liga Operária

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