Afeganistão: Talibã mantém ações contra Exército fantoche do imperialismo ianque após violações ao acordo

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Soldado do Exército fantoche do Afeganistão em guarda em um posto de checagem próximo à prisão de Bagram, durante a libertação de presos políticos talibãs. Foto: Reuters

Assinar o chamado “acordo de paz” com o Estados Unidos (USA) não fez o Emirado Islâmico do Afeganistão (Talibã) capitular em suas ações. Apenas na última semana do mês de março, os combatentes do Talibã mataram mais de 75 soldados do governo fantoche afegão, encabeçado por Ashraf Ghani, um lacaio do imperialismo ianque, mesmo sob as atuais limitações enfrentadas devido ao coronavírus. Foram mais de 21 ações militares efetuadas pelos combatentes contra o Exército afegão, em quase dez províncias diferentes.

O Talibã esclareceu em uma declaração oficial, relativa às “repetidas violações do acordo de paz pelo lado oposto”, que o pacto firmado com o USA previa que, até que as negociações intra-afegãs cheguem a um cessar-fogo abrangente, não se trata de um descumprimento o Talibã continuar a atacar o velho Estado afegão e seus postos militares. 

 USA NÃO CONSEGUE MANTER SUAS PROMESSAS 

O grupo, expoente da Guerra de Libertação Nacional travada no país contra a invasão imperialista que se iniciou em 2001, evidenciou em sua declaração que, desde que o acordo foi assinado no fim de fevereiro, diversas deliberações previstas no pacto foram violadas pelo Exército ianque e seus lacaios, tanto afegãos quanto estrangeiros. A primeira delas foi o essencial processo de libertação dos 5 mil prisioneiros do Talibã previsto no documento, apesar de o governo afegão não ter sido signatário, e que até agora não foi cumprido. 

A princípio, a libertação deles estava prevista para acontecer até o dia 10 de março, e o atraso em seu cumprimento levou o Talibã a suspender as negociações com o governo afegão. Matin Bek, membro da equipe de negociação do governo fantoche, alegou que a libertação havia sido adiada porque os combatentes exigiam a saída de 15 lideranças políticas importantes. 

Na noite do dia 7 de abril, o porta-voz do Talibã, Suhail Shaheen, afirmou contundentemente em seu perfil oficial na internet que sua “equipe técnica não participará de reuniões infrutíferas com partes relevantes [governo afegão] a partir de amanhã”. Assim, já no dia 8, o governo de Cabul acabou por libertar 100 prisioneiros, e anunciou que nos próximos dias sejam libertados outros 100.

Além disso, o Talibã denunciou outros descumprimentos ao acordo, como por exemplo, que ainda não cessaram os ataques realizados com uso de drones e bombas contra assentamentos civis no interior do país, e que ocorreram ataques recentes contra bases talibãs em territórios que já não estavam em disputa no decorrer do fim da guerra, ou seja, em áreas já sob o domínio dos talibãs no momento em que o acordo foi definido. 

 Foram relatadas violações ao acordo nas províncias de Helmand, Kandahar, Farah, Kunduz, Nangarhar, Paktia, Badakhshan, Balkh, além da capital Cabul, e em outras localidades específicas pelo país, cujos detalhes foram comunicados diretamente ao lado ianque por se tratarem de sua irresponsabilidade. 

Presos políticos talibãs recém libertos se cumprimentam na saída da prisão de Bagram, no norte do Afeganistão. Foto: Reuters.

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