Israel fecha clínica que fazia testes de Covid-19 em palestinos em Jerusalém Oriental

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Na noite do dia 14 de abril, a polícia israelense invadiu uma clínica que realizava testes de coronavírus no bairro palestino de Silwan, localizado na Jerusalém Oriental ocupada, sob a dissimulada alegação de que o estabelecimento operava em colaboração com a Autoridade Nacional Palestina (ANP). As forças da ocupação levaram presos os gerentes, quatro ativistas que organizaram a abertura da clínica. 

Os moradores de Silwan denunciam que há uma aguda falta de kits para teste da Covid-19 disponíveis no bairro, onde estima-se haver 40 casos já confirmados. Além disso, eles também acusam Israel de negligenciar atendimento e assistência médica à população palestina que vive no país, principalmente nos territórios ocupados e anexados. 

Atuando independentemente do governo genocida de Israel, os kits de teste foram fornecidos pela ANP, e a clínica, improvisada a partir de um salão de uma das mesquitas do bairro. 

Após serem realizados, os testes seriam levados pela ANP para serem processados em laboratórios na Cisjordânia, o que também foi impedido pela polícia israelense em uma clara agressão ao povo palestino. Em março, policiais israelenses também impediram os trabalhadores de Jerusalém de desinfetar os espaços públicos na capital. 

Leia mais: “Vulnerabilidade de palestinos ao coronavírus escancara a guerra de agressão imperialista

Em uma entrevista ao monopólio de imprensa israelense Haaretz, o morador de Silwan, Farhi Abu Diab, se manifestou indignado sobre a prevenção e o combate ao coronavírus em seu bairro: “Vocês [“autoridades” israelenses] não estão nos ajudando e estão nos impedindo de obter ajuda de outras pessoas!”. Ele cobra: “Pela primeira vez, temos um inimigo em comum, então vamos trabalhar juntos!”.

Agentes da repressão israelense na Jerusalém ocupada com roupas de proteção. Foto: Ohad Zwigenberg

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