Líbano: povo se revolta e ataca dezenas de bancos; 80 agentes da repressão são feridos

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Cerca de 12 bancos foram alvos do povo enfurecido contra a miséria nas cidades de Beirute (capital), Sidon, Nabatieh, Bekaa e Trípoli, no que ficou conhecido como “Noite dos Molotovs” no Líbano, em 28 de abril.

Cerca de 12 bancos foram alvos do povo enfurecido contra a miséria nas cidades de Beirute (capital), Sidon, Nabatieh, Bekaa e Trípoli, no que ficou conhecido como “Noite dos Molotovs” no Líbano, em 28 de abril. O exército afirmou que, nesse dia, cerca de 81 membros de segurança foram feridos em todo o país, sendo 50 apenas em Trípoli.

Cerca de 12 bancos foram alvos do povo enfurecido contra a miséria nas cidades de Beirute (capital), Sidon, Nabatieh, Bekaa e Trípoli, no que ficou conhecido como “Noite dos Molotovs” no Líbano, em 28 de abril.

A revolta das massas foi ainda mais contundente em Trípoli, cidade onde o povo sofre com imensa pauperização, e onde, dois dias antes dos protestos, Fouaz al-Semaan, jovem e pai de 26 anos, foi brutalmente assassinado pelo Exército reacionário. O assassinato do jovem foi denunciado por sua irmã, Fatima,  também de 26 anos.

Fouaz al-Semaan com sua filha

Em Trípoli, as massas rebeladas atiravam pedras e outros objetos nos soldados, em reação à repressão. Próximo de Naameh, soldados também foram atingidos com pedras. Em Sidon, os manifestantes atiravam bombas de gasolina, sob aplausos e saudações do povo, no banco central da cidade.

Povo enfurecido se revolta contra a miséria nas cidades de Beirute (capital), Sidon, Nabatieh, Bekaa e Trípoli, no que ficou conhecido como “Noite dos Molotovs”, em 28 de abril. Fonte: Al Jazeera.

Em Beirute, de acordo com o Al Jazeera, uma mulher denunciou o caráter do exército reacionário à uma emissora de TV local:  “O Exército não é nosso irmão, ele atira em nós para proteger os políticos”.

O número de civis feridos durante os protestos não foi contabilizado.

Povo enfurecido se revolta contra a miséria nas cidades de Beirute (capital), Sidon, Nabatieh, Bekaa e Trípoli, no que ficou conhecido como “Noite dos Molotovs”, em 28 de abril. Fonte: Al Jazeera

Diante da crise do capitalismo burocrático no país e dos níveis de miséria inauditos, protestos massivos começaram em outubro do ano passado no Líbano, desencadeados por uma série de novos impostos, e rapidamente as massas rebeladas tomaram as ruas para exigir o fim dos cortes de seus direitos, contra a piora da sua situação de vida e aumento da repressão, resultantes do sistema de exploração e opressão. Isso levou à renúncia do primeiro-ministro Saad Hariri, como efeito imediato dos protestos.

Mesmo antes da pandemia do coronavírus, o Líbano estava sofrendo a pior crise econômica do seu capitalismo burocrático desde a guerra civil de 1975-1990, com uma recessão e inflação em espiral.

Já contando com o fato de ser um dos países mais endividados do mundo, a produção nacional do Líbano deverá contrair pelo menos 12%, segundo previsão do Fundo Monetário Internacional.

Povo enfurecido se revolta contra a miséria nas cidades de Beirute (capital), Sidon, Nabatieh, Bekaa e Trípoli, no que ficou conhecido como “Noite dos Molotovs”, em 28 de abril. Fonte: Al Jazeera.

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