Chile: prisioneiros políticos mapuche da prisão de Angol lançam comunicado

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Foto: Banco de Dados AND

Presos políticos mapuches da prisão de Angol lançaram no dia 4 de maio uma declaração onde anunciaram o início de uma greve de fome líquida (onde há somente a ingestão de água), contra a criminosa superlotação das prisões do Chile e o risco às suas vidas agravado pela pandemia da Covid-19.

O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo) repercutiu o importante comunicado e somou-se à Campanha internacional de apoio aos Presos políticos mapuches da prisão de Angol e suas reivindicações: “Nós, do CEBRASPO, nos solidarizamos com a luta do povo mapuche por autodeterminação e pelas suas terras ancestrais, exigimos liberdade imediata para todos os presos políticos do velho estado chileno, em especial os mapuche, e afirmamos que é de responsabilidade do estado o que pode acontecer aos presos políticos durante estes tempos de pandemia e crise profunda do imperialismo!”

A declaração pode ser lida na íntegra no site do Cebrapo: https://cebraspo.blogspot.com/2020/05/chile-comunicado-dos-presos-politicos.html

Encontram-se em greve de fome na penitenciária de Angola: Sérgio Levinao Levinao, Víctor Llanquileo Pilquimán, Sinecio Huenchullan Queipul, Freddy Marileo Marileo, Juan Queipul Millanao, Juan Calbucoy Montanares, Danilo Nahuelpi Millanao, Reinaldo Penchulef Sepúlveda.

Dentre as exigências listadas na declaração constam a liberdade dos presos políticos mapuches ou a mudança para uma medida alternativa que não seja a prisão, conforme estipulado na Convenção nº 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), artigos 8º, 9º e 10º e considerando também a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

Os Mapuche consideram esta medida necessária como prevenção da propagação da pandemia da Covid-19 por razões humanitárias em que o governo não se pronunciou para salvaguardar a vida dos presos políticos mapuches ou presos políticos em geral.

Em segundo lugar, os Mapuche rejeitam o tipo de julgamento e a forma como o velho Estado do Chile aplica a lei quando se trata de perseguição política, prisão e sentença do povo mapuche, em comparação com a forma como ela é aplicada aos agentes do velho Estado.

Em terceiro, exigem que o velho Estado do Chile devolva seu território ancestral, dando prioridade aos diferentes lof 1 na resistência, requerendo também que as empresas florestais abandonem o Muromapu, pois são algumas das principais responsáveis pelo esgotamento dos recursos hídricos e desaparecimento da biodiversidade, bem como da energia, da pesca, da mineração e das rodovias. E, da mesma forma, exigem a desmilitarização de seu território, “uma vez que eles só protegem os interesses econômicos das empresas transnacionais.”.

A declaração faz ainda um amplo chamado ao lof na resistência, às organizações sociais e às diferentes expressões de luta para se manifestarem em apoio à sua mobilização, “deixando-lhes liberdade de ação”.

A nota é encerrada com a consigna "Liberdade a todos os presos políticos mapuches e a todos os presos políticos" e as palavras de ordem: "Amulepe Tain Weichan"2 e "Marrichiwew"3.

Notas:

1- Lof significa um determinado espaço territorial onde um grupo de famílias vivem juntas (Mapudungun).  

2 - Amulepe tain weichan significa “continuemos nossa luta!”

3 - Marrichiwew significa "dez vezes venceremos".

 

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