Colômbia: Juventude revolucionária se organiza para servir ao povo em meio à pandemia

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"Se queremos quarentena, necessitamos da barriga cheia. Que o ruído das panelas não os deixe dormir, porque toda uma vida de fome os ricos fizeram-nos sofrer.", afirma cartaz de protesto Colombiano.

O órgão da imprensa popular e democrática colombiana, El Comunero, tem divulgado a luta dos jovens estudantes da cidade de Medellín que, diante do sofrimento do povo e de sua luta espontânea, responderam se unindo às massas mais pobres de alguns bairros para lutar ao seu lado. É o que afiram os jornalistas do povo na matéria intitulada “Ante a pandemia e a crise, mais e mais luta popular”.

De acordo com o El Comunero, a juventude universitária e secundarista da cidade têm promovido atividades de solidariedade e apoio popular e ao mesmo tempo estão agitando e propagandeando a necessidade da organização e do protesto popular como forma de luta. Para isso organizam grupos de moradores para realizar brigadas de coleta de alimentos e realizam campanhas de solidariedade através de redes sociais. Em outros bairros, produziram cartazes denunciando o abandono do velho Estado e propagandearam a necessidade de protestos, participando também de mobilizações espontâneas realizadas pelas massas para exigir condições mínimas de sobrevivência durante a pandemia.

Os jovens também produziram uma série de vídeos mostrando os protestos e denúncias das massas nos bairros mais pobres contra o velho Estado.


O portal de notícias revolucionário também denuncia que, nos últimos meses, a crise econômica exacerbada pela pandemia tem provocado centenas de protestos. As massas têm usado todos os tipos de formas para exigir alimentos, e o grito de Precisamos de comida é ouvido em todos os cantos do país. Em muitas localidades, as famílias recorreram a colocar trapos vermelhos nas janelas para pedir ajuda, e a protestar batendo em panelas nos seus bairros.

“Diante da demora do velho Estado em resolver qualquer um dos seus problemas, os moradores recorreram a bloqueios de estradas com suas panelas, bandeiras e faixas, exigindo o que é seu por direito: que o velho Estado e as pessoas mais ricas do país lhes garantam comida e sustento durante toda a quarentena, e tem sido através desses bloqueios que muitas pessoas têm conseguido conquistar alimentos e subsídios para sobreviver à quarentena.”

Os combativos protestos persistem em algumas cidades onde os bloqueios não foram suficientes “os bloqueios não conquistaram o quilo de arroz, e os moradores tiveram que ir além disso: enfrentando a polícia e tentando invadir grandes estabelecimentos comerciais para conseguir alimentos.”

Assista os vídeos:

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