RJ: Homem é morto por PM em Cordovil enquanto distribuía cesta básica

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Um homem foi executado durante operação de guerra promovida pela Polícia Militar (PM) em Cordovil, na zona norte do Rio de Janeiro. A vítima, de 40 anos, entregava uma cesta básica quando foi fatalmente alvejado por um tiro de fuzil, no dia 28 de abril.

Leandro Rodrigues da Matta era corretor de imóveis e ajudava um amigo seu, morador da região, que trabalhava com Leandro e que passa dificuldades financeiras em razão da profunda crise do capitalismo burocrático. Leandro foi baleado seis minutos depois de realizar a entrega da cesta básica, às 19h30 daquele dia.

Um policial militar admitiu ter efetuado o disparo que vitimou Leandro. Segundo o militar reacionário, ele teria atirado porque Leandro “é bandido”. Leandro, todavia, tinha dois filhos, morava em Mesquita, na Baixada Fluminense, e trabalhava registrado em uma empresa.

“Tem muitas informações desencontradas. Uns falam que foi troca de tiros com a polícia. Mas que troca de tiros da polícia foi essa que só o meu marido foi alvejado?”, questiona a viúva de Leandro, Ana Paula, em entrevista ao monopólio de imprensa.

“Eu preciso de justiça, eu preciso de resposta para dar aos meus filhos, de um homem que passava para os meus filhos que vale a pena fazer o bem. Como é que eu falo hoje para uma criança de 9 anos de idade que o pai saiu pra fazer o bem e não voltou e morreu dessa forma?”, protesta, emocionada, Ana Paula.

“Os corretores só ganham quando produzem. E o Leandro, com a grande preocupação dele, comprou várias cestas básicas, identificou os corretores que estavam precisando e ele ia pessoalmente entregar as cestas básicas na casa dos corretores”, disse Delmo Simões Filho, um dos chefes da empresa em que o rapaz trabalhava.

Policiais continuaram a matar este ano, mesmo com negócios fechados e a população reclusa. No dia 15, essa mesma PM executou 13 pessoas durante uma operação no Complexo do Alemão, cinco dessas foram torturadas e executadas a facadas, num episódio macabro de sadismo. Nenhum policial faleceu.

Os responsáveis atuais de tal genocídio dão “carta branca”. Witzel ordenou que franco-atiradores disparassem contra suspeitos do alto de helicópteros, enquanto Bolsonaro pressionou pela proteção do policial que mata em serviço, propondo o fim de penas para aqueles que abrem fogo movidos por “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”.


Leandro foi mais uma vítima do genocídio do velho Estado

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