Equador: Sob chamado dos revolucionários, massas se mobilizam contra lei antipovo

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A Frente de Defesa dos Trabalhadores de Imbabura realizou uma ação, ao final de maio, em Ibarra, que mobilizou trabalhadores, camponeses pobres, estudantes e as massas para combater a chamada nova "Lei Humanitária" e as últimas medidas do regime de Lenín Moreno, que visam reduzir os salários dos servidores públicos em até 25%, eliminar gradualmente os subsídios ao combustível e entregar diversas empresas estatais ao grande capital não estatal.

Os manifestantes marcharam pelas principais ruas da cidade até a residência do deputado, Marcelo Simbaña, como uma “demonstração de rejeição e profundo ódio de classe por ter feito parte dos que votaram a favor da ‘Lei Humanitária’", em uma “clara declaração de guerra aos trabalhadores”. Os militantes também denunciaram a truculência da polícia que tentou, em vão, deter os dirigentes dos trabalhadores e dos camponeses.

No vídeo da ação, publicado pelo canal da Frente de Defesa das Lutas do Povo do Equador, a organização, junto da Frente em Defesa dos Trabalhadores de Imbabura, dos Comitês de Camponeses Pobres e outros componentes da Frente Anti-farsa eleitoral, declararam que estão “pouco a pouco rompendo o cerco punitivo, prisional e repressivo ao qual os submeteu o regime de fome, mentiroso, entreguista e repressivo de Moreno”

Os revolucionários afirmam que estão prontos para dar “a cota que os corresponde por serem o elemento consciente da classe e do povo”, pois estão convencidos de que “só com luta se pode conquistar liberdades e direitos”. E revelam que os profissionais de saúde tomam frente nessa mobilização. 

“Vamos para uma revolta de trabalhadores e camponeses. Vamos paralisar o campo e as cidades, e de lá cercar o desgraçado [Moreno] em sua toca de Carondelet [sede do governo] para expulsá-lo e revogar todas as medidas anti-trabalhadores e antipovo que ele tem emitido nos últimos meses”, disparam.

Os revolucionários terminam o texto convocando o proletariado consciente, camponeses pobres e outras massas populares do país, a “organizar a rebelião; quebrar o cerco que o regime impôs com o estado de emergência”, a "visitar’ as casas de todos os políticos que votaram a favor da Lei Humanitária”. E advertem que “se eles trouxeram desgraça, fome e dor para nossas famílias, para nossas casas, bem, temos o direito e a responsabilidade de trazer-lhes terror, medo, incerteza para que entendam de uma vez por todas que não haverá perdão ou esquecimento para os algozes do povo”.

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