GO: Comitê de Solidariedade Popular realiza agitação no 1º de maio

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Nos dias 6 e 12 de maio, o Comitê de Solidariedade Popular de Goiás realizou duas panfletagens em homenagem ao Dia Internacional do Proletariado, o glorioso 1º de Maio. Os panfletos foram distribuídos à população que estava à espera do “auxílio emergencial”, ou mesmo para pegar orientações que não conseguiram pelo aplicativo, enfrentando intermináveis filas em frente à agencia da Caixa Econômica Federal.

As pessoas se encontravam aglomeradas, de baixo do sol, aguardando por horas a fio, sem nenhuma organização por parte da agência, sem água, passando fome, para receberem, talvez, uma esmola de R$ 600 denominada de “auxílio emergencial” para trabalhadores informais. Em primeiro lugar, trabalho informal é algo vulnerável, é uma ocupação que deixa o trabalhador totalmente desprotegido, pois não há vínculo empregatício, não há nenhum direito e nenhuma seguridade. Pessoas nessa situação, em momentos como este, ficam totalmente desamparadas.

No Brasil, antes da pandemia, a taxa de desemprego (subestimada, pois exclui os “desalentados” e “subocupados”, na prática também desempregados) estava em 12,2% no primeiro trimestre, atingindo 12,9 milhões de pessoas e, de acordo com o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil alcançou a taxa de 46% trabalhadores na informalidade, correspondente a 42,4 milhões de pessoas desprotegidas. Essa situação só demonstra que o país já atravessava uma grave crise e que nesse momento, ela somente se agudizou.

Enquanto esse gotejo é liberado para o povo, a passos de jabuti, o mesmo governo liberou às pressas R$ 1,2 trilhões para salvar os bancos. Para os juízes e desembargadores de Goiás, que já recebem mais de R$ 20 mil mensalmente, foi concedido um auxílio-saúde de R$ 1.280. Aproximadamente 74 mil militares, o suprassumo da “moral” e do “patriotismo”, receberam o “auxílio emergencial”, sem enfrentar filas ou qualquer sorte de infortúnio, sendo que recebem soldos mensalmente e não faziam parte da categoria que teve que provar que precisava dessa vergonhosa “ajuda” do governo.

Para receberem esse recurso, que não socorrerá nos gastos com alimentação, água, energia, gás, aluguel, remédios, entre outros, as pessoas precisaram se amontoar por vastos períodos em filas gigantescas, sem nenhuma orientação sanitária, ficaram expostas ao risco de contaminação pela Covid-19. Ou seja, a propaganda do “fique em casa” só funciona pra uma parcela da população, porque a maioria não tem essa condição garantida pelo Estado.

Os integrantes do Comitê que realizaram a panfletagem, composto em sua maioria por mulheres, saudaram a todas e todos presentes pelo 1º de Maio reiterando que tudo o que foi construído na cidade e no campo é fruto do suor dos trabalhadores: estradas, edifícios, casas, comércios, bancos, praças etc.

Também foram feitas intervenções denunciando os abusos dos mandantes deste velho Estado burguês-latifundiário frente à pandemia, denunciando que estes políticos, banqueiros e empresários nunca estiveram e não estão preocupados com o bem-estar do povo, pelo contrário, se importam apenas com seus interesses, seus lucros e suas propriedades.

Aproveitando o ensejo, além da distribuição do panfleto do 1º de maio que abordou a origem desta data, a situação política de crise aguda e a necessidade da luta contra o velho Estado e seus governantes, o Comitê também divulgou um segundo panfleto que instruía sobre as medidas sanitárias de proteção do povo contra a Covid-19, alertando para a importância da higiene das mãos, do uso de máscaras, do uso de álcool 70% ou água sanitária diluída, da distância mínima entre as pessoas, dentre outros cuidados, colocando em prática a consigna de “combate ao Estado e proteção ao povo”.

O Comitê também combateu a propaganda cínica dos veículos monopolistas de imprensa, do oportunismo e do velho Estado, de que o coronavírus “é democrático” pois afeta todos. Muito ao contrário, ele afeta de forma desigual as pessoas conforme a classe social a que pertençam. Se, por um lado, os grandes empresários, os latifundiários e politiqueiros têm hospitais, iates com respiradores particulares, acesso a saneamento, a médicos(as) e enfermeiras particulares à sua disposição; de outro, a imensa maioria do povo trabalhador, que sempre padeceu e morreu nas filas dos hospitais e ambulatórios da sucateada e precarizada rede pública de saúde muito antes dessa crise, com essa pandemia, irão sucumbir aos montes como já temos presenciado no estado do Amazonas, Ceará, Pernambuco, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo.

O Comitê, constituído em meio às massas populares, trabalha e seguirá trabalhando nos bairros pobres para lutar contra a fome, a miséria, o desemprego, por saúde pública que sirva ao povo, por garantias de proteção contra o coronavírus, para que povo possa conquistar tudo ao que tem direito, pois somente o povo é a força motriz de transformação da história, ele quem construiu tudo e, portanto, tem direito a tudo.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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