Protestos eclodem após Exército sionista assassinar dois palestinos, um deles deficiente

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Eyad Hallaq, palestino deficiente cognitivo assassinado à sangue frio pelas forças da ocupação sionista em Jerusalém. Foto: Banco de dados AND

Dois homens palestinos desarmados foram assassinados pelas forças da ocupação sionista em territórios ocupados em dois dias consecutivos, ocasionando em diversos protestos por múltiplas regiões da Palestina em resposta à violência aplicada pelas forças genocidas de Israel. Fadi Samara, de 38 anos, e Eyad Khairi Hallak, de 32, foram executados, respectivamente, nos dias 29 e 30 de maio, por soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF).

Eyad Halleq, 32 anos

Eyad Hallaq, 32 anos, vivia na Jerusalém Oriental ocupada, no bairro de Wad el-Joz, próximo à Cidade Velha, onde frequentava uma instituição para pessoas com necessidades especiais, por ser deficiente cognitivo. Segundo informações veiculadas no monopólio de imprensa, ele era autista. 

Ele estava indo para essa mesma escola quando foi abordado por policiais da fronteira e, assustado, correu. Durante a perseguição, os agentes da ocupação dispararam diversas vezes e erraram, até conseguirem atingir Hallaq com dois tiros no torso, segundo a autópsia feita. O agente que realizou os disparos disse suspeitar que Hallaq era terrorista porque “usava luvas”.

Uma lei de mordaça exigida por um tribunal sionista proibiu que os nomes dos policiais fossem divulgados, porém relatou-se que um deles já foi libertado, enquanto o que realizou os disparos fatais foi colocado apenas sob prisão domiciliar. 

Protestos exigindo justiça para Hallaq eclodiram em Jerusalém e Jaffa (cidade próxima de Tel Aviv) na noite do dia 30. Os manifestantes levaram fotos de George Floyd, em um sentimento de solidariedade internacionalista. Floyd é o homem negro assassinado por um policial branco em Minneapolis, no Estados Unidos (USA) na semana anterior, cuja morte provocou uma onda de rebelião popular em todo o país. Manifestantes presentes lembraram que os palestinos são os principais alvos da violência do velho Estado israelense, que vive um verdadeiro apartheid racial, assim como o povo preto no USA. 

Após o assassinato de Hallaq, a polícia sionista isolou a Cidade Velha e a imprensa local informou que médicos foram impedidos de chegar ao local. A agência de notícias palestina Wafa afirmou que “[palestinos] disseram que ele [Hallaq] foi baleado por vários tiros e que ficou no chão sangrando por um tempo até morrer”. 

A casa de Hallaq em Wad el-Joz foi invadida pela polícia, e membros de sua família foram interrogados. 

Fadi Samara, 38 anos 


Fadi Samara, pai de cinco filhos, foi morto na Cisjordânia por forças da ocupação israelense no dia 29 de maio. Foto: Banco de dados AND

Já Fadi Adnan Sarhan Samara foi assassinado dentro de seu carro, na cidade de Ramallah, na Cisjordânia ocupada. O Exército sionista alegou que os soldados dispararam contra o carro após o motorista tentar atacá-los com o veículo. A família de Samara rejeitou a narrativa do sionismo e afirmou veementemente que ele perdeu o controle do seu carro após as forças da ocupação abrirem fogo contra ele. 

Fadi vivia na vila de Abu Qash, próximo à cidade, e era pai de cinco filhos, um deles um bebê de dois meses. Sua família contou que ele trabalhava em Israel e havia voltado para Ramallah para celebrar a festa muçulmana de al-Fitr com sua família. 

Um de seus irmãos e um de seus primos foram levados detidos pelo Exército e, após serem libertados, declararam que um oficial militar disse a eles que não poderiam levar o cadáver de Fadi para ser enterrado. Eles contam que os militares provocaram-lhes, afirmando que a família poderia ter o corpo de volta “talvez em uma ou duas horas, um mês ou dois, um ano ou dois…”.

Foi realizado um protesto de denúncia contra a morte de Fadi, em que as forças da ocupação tentaram reprimiram os palestinos com balas de aço revestidas de borracha. 

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