PA: Povo da periferia se organiza para se proteger da pandemia

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No dia 28 de maio o Comitê Sanitário de Defesa Popular (CSDP) de Belém, composto por moradores e trabalhadores dos bairros, realizou mais uma ação de solidariedade. Os moradores e estudantes arrecadaram cerca de 20 kg de alimentos não perecíveis e materiais de limpeza. Ao final da atividade as doações foram distribuídas às famílias mais necessitadas de um bairro proletário da cidade.

As doações, conseguidas pela mobilização e esforço das próprias massas, foram coletadas no mesmo bairro e destinadas aos setores mais profundos das massas. Foram arrecadados arroz, feijão, macarrão, açúcar, farinha de milho e até mesmo materiais limpeza.

Os integrantes do CSDP montaram cinco cestas que foram entregues para famílias diferentes; além disso, a todas elas foram entregues também panfletos denunciando os governos de prefeitura e do estado, Zenaldo Coutinho e Helder Barbalho, e o histórico descaso dos órgãos locais do velho Estado com as massas que têm avançado na pandemia. Os integrantes do CSDP também discutiram acerca da importância da organização das massas para o enfrentamento da pandemia e para conquistar o que lhe cabe.

Um professor de cursinhos populares, morador do bairro, elogiou a iniciativa e reforçou a importância de os estudantes continuarem se somando às massas, saindo do ambiente acadêmico, não apenas durante a pandemia de Covid-19.

O trabalho do CSDP vem avançando e incorporando cada vez mais moradores ao trabalho de solidariedade e politização, com distribuição de AND e panfletos em geral, além de arrecadação e distribuição de máscaras e alimentos.

Os bairros onde são realizadas as ações se localizam na periferia de Belém, onde as massas convivem com o histórico descaso que se agravou durante a pandemia. Situação constatada seja por unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) em condições precárias, seja pela falta de saneamento básico. Somado a esse contexto as massas ainda enfrentam a crise política, sanitária, social e econômica, onde o velho Estado joga o povo em condições humilhantes à mercê da espera dos míseros R$ 600 do “auxílio emergencial”.

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