RJ: PM de Witzel ataca protesto contra a violência policial em frente à sede do governo

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Tropas da Polícia Militar (PM), do governador Wilson Witzel, atacaram covardemente uma manifestação que repudiava, no dia 31 de maio, as operações de guerra promovidas nas favelas e bairros pobres no Rio, cujos resultados recentes foram mortes de jovens. 

O ato, na frente do Palácio Guanabara, foi atacado com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. Um policial, esquecendo-se das câmeras, apontou seu fuzil para ameaçar um jovem manifestante, preto, desarmado.

“Mais uma vez a polícia demonstra a que ela vem, ela vem pra reprimir, ela vem pra colocar mais uma vez o fuzil na cara de quem, neste momento, está protestando ao próprio direito à vida. Os jovens que ali estavam, os movimentos que ali estavam, estavam lutando pelo direito à vida. Aí, vem a PM e comprova a quem ela serve, que não é a gente. Nem na favela e nem no asfalto vai servir a gente. Nunca vai vir pra proteger, sempre pra jogar bomba, ameaçar, sempre da mesma forma. Na favela ela vem pra matar, no asfalto ela vem pra reprimir”, afirmou uma ativista em entrevista ao monopólio de imprensa G1.

A vítima mais recente da guerra ao povo promovida pelos diferentes governos (especialmente pelo atual, de Witzel) foi Matheus Henrique Oliveira da Silva, de 23 anos, morto com um tiro na cabeça na entrada da favela do Borel, na zona norte, na madrugada do dia 30. A morte ocorreu menos de duas semanas após o caso do menino João Pedro, que levou um tiro fatal na sua casa no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, durante uma operação no dia 18 de maio. 

 Manifestantes protestam contra as operações policiais nas favelas no Rio de Janeiro. Foto: G1

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