PR: Nota conjunta dos centros acadêmicos da Universidade Federal do Paraná

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Reproduzimos nota lançada pelos Centros Acadêmicos da Universidade Federal do Paraná sobre o protesto do dia 01 de junho, a repressão da Polícia Militar e a detenção de seis manifestantes, que estão em condição de prisioneiros políticos.


As ruas da capital paranaense foram tomadas por manifestantes antifascistas no dia 01 de junho. Foto: Banco de Dados AND

Os Centros Acadêmicos da Universidade Federal do Paraná se posicionam – por meio desta nota – em relação ao protesto do dia 01/06/2020 contra o racismo e contra o fascismo em Curitiba.

Na segunda-feira, dia 01/06, ocorreu uma manifestação de motivação antirracista e antifascista na Praça Santos Andrade, em frente ao Prédio Histórico da UFPR. O ato foi chamado por um independente com apenas um dia de antecedência e, como grande parte das ações das nossas gestões dialogavam com a pauta antirracista e antifascista, decidimos marcar presença no evento. Em parceria, produzimos algumas imagens divulgando o ato e apresentamos algumas recomendações de segurança – como fazemos para todas as manifestações em que comparecemos -, visando a segurança dos/das estudantes que decidiram nos acompanhar. Estivemos presentes durante a concentração dos/das manifestantes e participamos da passeata. A iniciativa do ato não partiu de nenhum Centro Acadêmico, apenas nos organizamos para caminharmos junto com nossos/nossas companheiros/companheiras.

Ao fim do ato, houve tumulto e repressão por parte da Polícia Militar, que abusou do poder contra jovens que exerciam o seu direito legítimo de manifestação. Além de balas de borracha e bombas de gás, tivemos alguns relatos de agressões sem motivo – depois que o ato já havia dispersado, contra jovens desarmados – e de irregularidades cometidas pelos agentes em campo. Em uma das abordagens, uma mulher trans foi ameaçada verbalmente pelos policiais que disseram que iriam “bater duas vezes mais por ela ser assim”. Alguns jovens foram enquadrados e espancados pela polícia sem terem feito absolutamente nada! Para além disso, também houve a detenção de 7 pessoas, das quais 6 continuam sob custódia. Uma delas foi presa arbitrariamente – depois que a manifestação já havia sido encerrada – por levar Álcool 70 no carro. Totalmente justificável devido a pandemia do vírus Sars-Cov-2, inclusive recomendado pelas entidades de Saúde como medida de higiene.

A criminalização da luta popular e a perseguição aos manifestantes é uma realidade enfrentada a muito tempo pelos movimentos sociais. Nós dos CA’s apoiamos a justa luta do povo e defendemos os direitos democráticos duramente conquistados. Tomamos posição frente ao aumento da reacionarização do Estado Brasileiro que afeta a livre organização e manifestação do povo contra a opressão e exploração a que são submetidas, e, particularmente, o povo preto e pobre das favelas que todos os dias enfrentam com paus e pedras toda a truculência e violência policial, nas sucessivas operações policiais em suas comunidades.
Não aceitaremos calados que os presos do 1° de Junho, que mesmo sob custódia, sejam submetidos a negligência dos direitos mais básicos, ficando sem acesso a água e uso do banheiro por longo período de tempo. Não aceitaremos o abuso do poder dos policiais que agrediram fisicamente e moralmente os jovens que estavam exercendo seu livre direito de manifestar-se. Não aceitaremos que tirem de nós nosso direito de nos organizarmos e lutarmos. Por isso, exigimos liberdade imediata aos 6 presos políticos!

LIBERDADE IMEDIATA PARA OS PRESOS DO 1° DE JUNHO!

LUTAR NÃO É CRIME!

3 de Junho de 2020.

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