SP: Dez ônibus queimados e viaturas destruídas em protesto contra morte de jovem

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Um dos cinco ônibus incendiados em protesto contra morte de jovem em São Paulo. Foto: Banco de Dados AND

Moradores da Vila Clara, na zona sul de São Paulo, fizeram um protesto, no dia 15 de junho, em repúdio ao assassinato do jovem Guilherme Silva Guedes, de 15 anos, cujos assassinos foram policiais, segundo testemunhas. Dez ônibus foram queimados, três foram apedrejados, viaturas foram destruídas, barricadas foram incendiadas e a Tropa de Choque foi repelida por jovens enfurecidos por conta da brutal execução.

Os moradores fecharam uma das vias do bairro e acusaram os policiais de assassinos; eles levaram cartazes com pedidos de justiça. A polícia chegou ao local para reprimir o protesto, fato que fez com que os familiares e moradores revoltados com a brutalidade do assassinato enfrentassem a Tropa de Choque com pedras e barricadas incendiadas. Os policiais ainda torturaram Guilherme antes de matá-lo, dizem os moradores. 

O protesto se estendeu até a cidade de Diadema, na região metropolitana de São Paulo, onde manifestantes depredaram ao menos duas viaturas da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e um guarda ficou ferido.

Segundo relatos, o protesto durou até as 22h e policiais passaram à noite aterrorizando e espancando moradores do bairro onde ocorreu o protesto.

Moradores fecham rua da zona sul de São Paulo. Foto: Banco de Dados AND

De acordo com a tia do rapaz, Guilherme teria desaparecido na noite do dia 14 de junho, por obra de um policial que trabalha como vigilante de um galpão da região. O assassinato se deu após um assalto no estabelecimento, o policial foi atrás dos responsáveis e confundiu o adolescente com um dos supostos assaltantes. Guilherme não tinha passagens pela polícia.

Câmeras de segurança filmaram o momento em que Guilherme foi abordado por dois homens, no momento em que estava em frente à casa de sua avó; os homens levaram o jovem. Um crachá de um policial de São Bernado do Campo foi encontrado no local do desaparecimento.

O corpo de Guilherme foi encontrado pela família somente no Instituto Médico Legal (IML) com tiros nas mãos e cabeça e sinais de agressões.

Guilherme foi torturado e assassinado por policiais, segundo a família. Foto: Banco de Dados AND

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