Temendo ataques da Resistência Nacional iemenita, agentes ianques deixam a Arábia Saudita

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Donald Trump mostra um gráfico sobre vendas de armas para a Arábia Saudita durante uma reunião com o príncipe do regime feudal-burocrático saudita, Mohammed bin Salman, 20/03/2018. Foto: Evan Vucci / AP Archive

No dia 3 de julho, o Estados Unidos (USA) anunciou que dezenas de diplomatas e agentes ianques começaram a deixar a Arábia Saudita e que outros mais estão previstos para irem embora no decorrer das semanas seguintes. Apesar de o relatório afirmar que o Departamento de Estado ianque aprovou a saída voluntária de “pessoal não emergencial” por conta do aumento de contaminações por coronavírus no país, as forças do USA na Arábia Saudita vêm se mostrando profundamente temerosas com relação aos vitoriosos ataques realizados pelas forças da Resistência Nacional do país vizinho: o Iêmen.

Em 23 de junho, o imperialismo ianque emitiu um aviso intitulado “Aviso de segurança após ataque aéreo com mísseis em Riade”, dirigindo-se aos estadunidenses no reino saudita que adotassem medidas de segurança e precaução devido aos ataques realizados pelas forças patrióticas xiitas Ansar Allah (Houthi), iemenitas. 

Uma declaração oficial dos houthis afirma: “O momento inicial desse aviso (como a operação ainda estava em andamento e ainda durou cerca de 10 horas) refletia o efeito do ataque [houthi] que abalou a capital saudita, Riade, e impôs que Washington mandasse seus cidadãos para abrigos e que ficassem em casa”. 

De fato, os houthis fortaleceram intensamente suas ações contra as forças do governo de Abd al-Hadi, ligadas à Arábia Saudita e, por consequência, ao imperialismo ianque, que promoveu intervenções no Iêmen para desmantelar os grupos xiitas vinculados ao Irã. Recentemente os patriotas iemenitas fizeram avanços importantes nas províncias de Marib e Bayda, além de conduzirem campanhas de ataques com mísseis e drones perto da capital saudita. 

Em setembro de 2019, os houthis assumiram credibilidade pelo ataque de drones contra duas das maiores instalações petrolíferas do mundo, pertencentes à monarquia feudal-burocrática saudita. O vitorioso bombardeio levou à destruição de 5% da produção mundial de petróleo e a prejuízos bilionários. Após o ataque, o USA anunciou o envio de 2 mil soldados, caças e mísseis para a Arábia Saudita que, por sua vez, anunciou que estaria aliando-se à coalizão marítima liderada pelos ianques para controle do Golfo.

Riade é uma das bases estratégicas mais relevantes para o imperialismo ianque no Oriente Médio Ampliado e para seu projeto de dominação no Golfo. A capital saudita abarca uma das maiores estações da Agência Central de Inteligência ianque (CIA) da região e é nela também onde centenas de diplomatas, oficiais de inteligência e do Exército ianques, bem como suas famílias, vivem, seja no complexo da Embaixada ou nos complexos habitacionais adjacentes.

AGRESSÕES SAUDITAS AO IÊMEN ORQUESTRADAS PELOS IANQUES

Como colocado na edição 227 do AND, a situação do Iêmen teve início “como uma guerra civil entre grupos de poder da classe dos senhores de terras e dos grandes burgueses locais, instigados por diferentes potências imperialistas, pelo controle da máquina do Estado”, e agora trata-se de uma agressão saudita comandada pelo imperialismo ianque e seus lacaios. 

A coalizão comandada pelo USA, Reino Unido, França e Arábia Saudita, e que conta com tropas do Egito, Marrocos, Jordânia, Sudão, Emirados Árabes, Kuwait, Catar e Bahrein, além de mercenários contratados da empresa militar ianque Academi (anteriormente chamada de Blackwater), bombardeiam e atacam diuturnamente os houthis e os civis iemenitas com seus aviões de fabricação ianque. Hoje, no entanto, os houthis controlam uma larga fração do território nacional, inclusive a capital iemenita e cidade mais populosa do país, Saná.

A coalizão montada pelo imperialismo ianque na região que tem a Arábia Saudita e Israel como seus principais agentes responsáveis por impulsionar sua agenda de interesses tem sido chamada de “Eixo do Mal”, em ironia à expressão usada por George W. Bush em 2002 ao se referir ao Irã, Iraque e à Coreia do Norte. O ex-oficial do Exército ianque, Joachim Hagopian, afirma que o principal “papel designado da Arábia Saudita foi suavizar a linha dura palestina [sic], sugando e pressionando-a a aceitar a oferta de ‘paz’ do USA”, por exemplo.

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