Brasil: Ações em defesa dos três perseguidos de Austin (atualização: 10/08)

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Reunião de Coordenação da LCP de Rondônia e Amazônia Ocidental presta solidariedade à campanha: "Defender os três perseguidos de Austin!"

No dia 16 de julho, em São Paulo, em frente ao Consulado Geral ianque, manifestantes se reuniram para denunciar a ação do Estado imperialista ianque contra os três perseguidos políticos em Austin. Os perseguidos de Austin sofrem processos e foram injustamente acusados e criminalizados pela tresloucada caça aos "antifascistas" desencadeada por Trump e o FBI.

Na manifestação de solidariedade diversos cartazes e uma grande faixa foi estendida com o símbolo da empresa Targeted (um dos pilares da criminalização), e com mensagens em português e inglês clamando: Defend the Austin's targeted three - Defender os três perseguidos de Austin! Os presentes também manifestaram a solidariedade dos brasileiros ao povo e aos lutadores estadunidenses, através da leitura de um manifesto e de palavras de ordem.

No centro da cidade de São Paulo, na praça da República, diversos panfletos foram entregues à população e a situação dos três perseguidos de Austin foi esclarecida para os que passavam. Muitos populares manifestaram apoio à luta dos trabalhadores e do povo preto e oprimido no Estados Unidos (USA). Um dos transeuntes ressaltou à equipe do AND: "Isso não acontece só no USA, ocorre aqui também no Brasil, por isso é uma luta de todo mundo".


Ação em São Paulo ocorreu em frente ao Consulado Geral e, depois, em movimentada praça central

Já em meados de julho, durante Reunião da Coordenação da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) de Rondônia e Amazônia Ocidental, os camponeses e militantes tomaram parte da campanha, ostentando uma faixa que clamava: Defender os 3 perseguidos de Austin! Eles ainda tomaram parte da campanha pela liberdade ao poeta revolucionário indiano, Varavara Rao, e o professor democrata GN Saibaba, presos em seu país e sendo vítimas de um plano para assassiná-los. Por fim, o evento também prestou homenagem ao militante comunista da Galícia, recém falecido, Xosé Portela.


Camponeses de Rondônia participam da campanha em defesa dos três perseguidos de Austin e dos presos políticos indianos, como Varavara Rao e GN Saibaba

Além disso, em várias regiões de Rondônia, como no Cone Sul do estado e na capital Porto Velho, ocorreram diversos atos em apoio aos três perseguidos de Austin. Vídeos remetidos à Redação de AND (abaixo reproduzidos) registraram as atividades ou mensagens de apoio à campanha.


Camponeses tomam parte da campanha no Cone Sul de Rondônia


Ativistas em frente ao Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais de Corumbiara (RO) exclamam: "Defender os três perseguidos de Austin!"


Ativistas tomam parte da campanha em defesa dos três perseguidos políticos de Austin, em Porto Velho (RO)

Nas cidades de Pedras de Maria da Cruz, Januária e Montes Claros (todas no Norte de Minas), nos dias 15 e 16, também ocorreu ato de solidariedade. A LCP da região, atendendo ao chamado, distribuiu mais de 1 mil panfletos e 50 cartazes em formato A3 foram colados em comércios, vilas, casas de camponeses e áreas. Atividades de discussões e leitura do editorial do jornal The Tribune of the People foram também realizadas.


Camponeses da Área da Ponte Operário-Camponesa aderem à campanha, Norte de Minas


Cartazes da campanha são colados em São João da Ponte


Camponeses recebem e leem o panfleto da campanha


Populares fazem perguntas sobre os três de Austin, Norte de Minas


Feirantes recebem panfletos da campanha, Norte de Minas, Brasil

Camponeses de Área no interior de Pernambuco, com conhecido histórico de luta e resistência, também somaram à campanha internacional.

No Rio de Janeiro, também em 16 de julho, cerca de 30 ativistas se reuniram no Largo da Carioca em defesa dos três, e também para como rechaçar a prisão em massa de outros 10 mil manifestantes durante os Levantes de Maio naquele país e denunciar as condições de vida do povo estadunidense. 

Os ativistas fizeram falas sobre a perseguição do Estado imperialista ianque dos que tomaram parte na rebelião no final de maio, em particular dos três acusados de Austin; denunciaram a situação de miséria, desemprego e de genocídio em massa pela pandemia da Covid-19 entre o povo estadunidense e fizeram uma atividade de panfletagem em defesa da liberdade dos três presos políticos entre os transeuntes. 

Ao final da atividade, os ativistas se dirigiram ao Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo) para uma apresentação sobre os levantes daquele mês e uma maior compreensão política da perseguição sistemática e brutal dos que se rebelam contra a velha ordem, seguidas de um debate e um lanche.


Cebraspo faz exposição da situação política no USA e ressalta necessidade de defender os três de Austin. Rio de Janeiro, RJ

Em Belo Horizonte (MG), também dia 16, ativistas do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), Movimento Feminino Popular (MFP), Liga dos Camponeses Pobres (LCP), Liga Operária e Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo (FRDDP) realizaram uma intervenção pública. Em sua agitação, um dos manifestantes afirmou que “defender o direito de lutar é muito importante, já que a escalada fascista está por todo mundo e os três de Austin estão sendo criminalizados por defenderem esse direito negligenciado pelo governo reacionário Donald Trump, que persegue os imigrantes, pobres e pretos, covardemente atacados por grupos de fascistas e do braço armado do Estado imperialista ianque”.

Ademais, um grupo de operários da construção civil fez sua saudação aos lutadores do povo estadunidense e se uniu com as companheiras do Movimento Feminino Popular (MFP), que também fizeram sua saudação. 

Uma panfletagem também foi realizada na estação do metrô Lagoinha. Cartazes e uma faixa estampavam: Em defesa dos três perseguidos de Austin! Rebelar-se é justo!


MFP impulsiona campanha em defesa dos três perseguidos de Austin. Belo Horizonte, MG


Ativistas revolucionários realizam agitação pública em defesa dos três de Austin, Belo Horizonte, MG


Operários da construção civil (Marreta) aderem à campanha internacional. Belo Horizonte, MG


https://youtu.be/EfYDUghtqLE

Em Goiânia, o Comitê de Solidariedade Popular e o Comitê de Apoio ao AND distribuíram panfletos para a população com a denúncia da perseguição aos presos políticos de Austin. Os ativistas marcaram a atividade na praça do Bandeirante, localizada na avenida Goiás com a avenida Anhanguera, cruzamento mais movimentado da cidade.

Além dos panfletos distribuídos, foi levantada uma faixa com a consigna Defender os três perseguidos de Austin! e foram feitas várias intervenções com caixa de som para toda a população ali presente, denunciando o teor das perseguições, a necessidade de defender os três perseguidos, assim como  defender o direito de se organizar e de lutar, além de intervenções sobre a situação de crise mundial que se aprofunda.

Os ativistas denunciaram também o papel vergonhoso que o Estado brasileiro desempenha frente à pandemia de Covid-19 e como o povo está abandonado à própria sorte. Apontaram que diante de tal cenário, a tendência é que cada vez mais os povos de todo o mundo, inclusive do Brasil se levantem para lutar e daí vem a importância de não deixar que se criminalize aqueles que participam de qualquer forma de manifestação ou organização.

Ademais, no início da semana, antecedente ao dia 16, uma ação em Aparecida de Goiânia, estado de Goiás, já havia tomado parte da campanha, conforme foi noticiado por AND.


Goiânia, GO

Em Pinhais, região metropolitana de Curitiba (PR), o Comitê Sanitário de Defesa Popular confeccionou uma faixa e realizou agitação em defesa dos três perseguidos. A faixa dizia: Defender os três presos políticos de Austin!


Pinhais, região metropolitana de Curitiba

No dia 23 de julho, em Campo Grande (Mato Grosso do Sul, MS), ativistas realizaram em um bairro periférico da capital uma exitosa atividade de panfletagem em apoio à defesa dos três perseguidos políticos de Austin. A atividade foi recebida com muito entusiasmo pela comunidade, e quando os moradores receberam o panfleto, muitos manifestaram o sentimento de indignação e revolta em suas falas, alguns até mesmo alegando já terem sofrido discriminação racial e que “o racismo que o negro sofre nos Estados Unidos também sofre aqui no Brasil” na fala de um morador.

No dia 3 de agosto, estudantes e ativistas de Dourados (também em MS) realizaram uma importante atividade de panfletagem em defesa dos três perseguidos de Austin (USA) se juntando à campanha internacional.

Primeiramente foi realizada uma panfletagem no terminal da cidade, local de grande concentração de trabalhadores. Antes de iniciar, os fiscais da prefeitura tentaram impedir que se fizesse a intervenção, algo que nunca havia ocorrido antes. Com postura ativa e não se deixando intimidar, os ativistas realizaram a intervenção assim mesmo, inclusive denunciando a tentativa de censura por parte dos fiscais, vinculando-a a denúncia de perseguição que ocorre no USA e no Brasil contra todos os que lutam por seus direitos e querem levar a verdade ao povo.

Em seguida, foi realizada uma panfletagem em um bairro da periferia da cidade. Os moradores, em geral, mostraram grande concordância com o conteúdo do panfleto, relatando como já sofreram com a opressão policial e racismo. Um morador chegou a contar que foi preso três vezes injustamente, denunciando as arbitrariedades do velho Estado. Também foram confeccionadas uma faixa em defesa dos três perseguidos e cartazes. Alguns moradores inclusive pediram para que os cartazes fossem colocados na frente de suas próprias casas, demonstrando como se identificam e defendem a luta contra toda a opressão que o povo pobre e preto sofre em nosso país e no mundo.


"A violência não pode continuar, seja em Mineápolis, em Austin, Paraisópolis ou em Dourados!", estampa cartaz em Dourados


Ato político em estação do transporte público em Dourados (MS)


Dona de casa lê panfleto em apoio aos três de Austin, Dourados (MS)

Algumas pichações pelo Brasil

Leitores enviaram à redação de AND fotos de alguns das pichações registradas no dia 16 de julho. As fotos, a seguir, são de Campinas (interior de SP); no Rio de Janeiro, bairro operário de São Cristóvão, e no muro do Estádio Maracanã; em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba (PR); em Guarulhos, SP; em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, eem Belo Horizonte (MG) e Porto Velho em Rondônia.

Campinas, São Paulo

Rio de Janeiro, São Cristóvão

Maracanã é pichado com consigna: "EUA: Defender os 3 perseguidos políticos de Austin! MEPR"

São José dos Pinhais, PR
 

Campo Grande, Mato Grosso do Sul
Campo Grande, Mato Grosso do Sul

Guarulhos, SP

"Em defesa dos três perseguidos de Austin (USA). Rebelar-se é justo!", assinado MFP
 Av. Carlos Gomes esquina com Av. Rogério Weber, no centro de Porto Velho.
 Av. Jatuarana, principal via da Zona Sul da capital de Rondônia.
Os três perseguidos de Austin

O caso dos três presos políticos de Austin diz respeito à prisão de três pessoas acusadas injustamente de “participação em rebelião” e “assalto a um prédio” durante a grande rebelião de maio no USA, na cidade de Austin (Texas). Um dos acusados é uma jovem, mãe e negra, cujo único "crime" foi filmar ao vivo o protesto que passava em frente à loja Target, sem nem entrar no prédio ou fazer qualquer tipo de ação.

Também não há nenhuma prova contra os outros dois acusados além da suposição de que eles estariam no protesto naquele momento e eram “membros conhecidos da organização antifascista”, como se fosse crime ser contra o fascismo, embora eles nunca tenham se proclamado membros de qualquer organização.

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