PB: Universidade e Comitê Sanitário produzem e distribuem álcool no Cariri

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O Comitê Sanitário de Defesa Popular (CSDP) de /Sumé, em conjunto com professores e estudantes do Projeto de Defesa Sanitária da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), campus CDSA/Sumé, concluíram a primeira etapa de produção e distribuição de álcool glicerinado 70%, totalizando 250 litros. Nesta penúltima semana de julho, mais 200 litros de álcool foram arrecadados, o que dará início a uma nova etapa de produção do álcool glicerinado pela universidade.  

Em meio à pandemia e diante da política de genocídio perpetrada pelo governo federal contra o povo pobre de nosso país, estudantes e professores democráticos da UFCG colocaram a universidade à serviço da defesa popular. 

Os laboratórios de química orgânica e inorgânica da UFCG/CDSA foram abertos para a produção do álcool glicerinado 70%, contando com o apoio ativo de estudantes e professores das engenharias de produção e bioprocessos. Colocando a ciência e a técnica a serviço do povo, este trabalho tem tido grande repercussão no município e região, bem como na própria comunidade acadêmica. Entrevistas para a rádio local foram realizadas, participação em live organizada pelo sindicato docente e outros debates online, com o objetivo de conclamar a população a se defender dos ataques do governo nas áreas da saúde, educação, emprego e a se organizarem na luta pelos direitos do povo. 

Para conseguirmos arrecadar todo o material necessário, foi levantada grande campanha de arrecadação e finanças e estabelecidos vários contatos pelo Projeto de Defesa Sanitária da universidade e pelo Comitê Sanitário, numa profícua parceria. 

Para a produção do álcool glicerinado foram utilizados como insumos 200 litros de álcool etílico a 70% (conseguidos via doação da Usina Japungú S/A), glicerol 98% e peróxido de hidrogênio 3% (arrecadados junto à prefeitura municipal de Sumé). Já para a produção das máscaras, conseguimos doações de tecido 100% algodão, ajuda financeira de diversos apoiadores como professores, população, alguns vereadores e sindicatos.

Para a distribuição dos 250 litros do álcool produzido nessa primeira etapa, o Comitê Sanitário de Defesa Popular atuou na sede e em vários sítios de Sumé. Desse total, 100 litros foram entregues aos trabalhadores da saúde do município, os quais elogiaram bastante a qualidade do álcool produzido pela universidade (bem melhor do que o último comprado pela prefeitura, a preço de mercado, sobre o qual muitos reclamaram da textura e aspectos grudentos). 

Outros 100 litros foram destinados a entrega direta à população dos bairros mais pobres e sítios de Sumé. O Comitê Sanitário organizou duplas e trios compostos por estudantes para cobrirem um conjunto de áreas da região. Para esse fim, 200 pacotes de Defesa Individual foram montados, contendo 500ml de álcool glicerinado 70% e 2 máscaras tamanho adulto e infantil costuradas pelos próprios estudantes, em conjunto com Associação de Moradores de Sumé. 

A repercussão dessa ação foi ampla: em um primeiro momento desconfiada, a população logo pergunta se a ação é da “situação” ou “oposição” eleitorais do município. Esclarecidas de que se trata de uma ação de solidariedade de classe, independente de qualquer partido eleitoreiro, elas se abrem e recebem o material com muita receptividade, atividade que é feita sempre acompanhada de boas conversas e denúncias do Comitê sobre a crise geral do sistema e da necessidade da defesa popular ativa e organizada pelo próprio povo.

Os 50 litros de álcool glicerinado restantes foram distribuídos para os mais de 100 trabalhadores da própria universidade, que se encontram em atividade presencial neste momento. Selando a aliança entre estudantes, professores e funcionários da UFCG/CDSA, todos ficaram satisfeitos com o resultado do trabalho que muitos viram e contribuíram para que acontecesse: desde os motoristas que viajaram com as professoras para buscar os insumos do álcool na Usina (a 280 km de distância da universidade), e que também levaram os estudantes aos sítios para a distribuição dos pacotes; os porteiros, que sempre estão à postos e solícitos com as atividades; os funcionários da limpeza, que ajudaram a cuidar dos laboratórios, dentre tantos outros.

Na próxima etapa do projeto, outros 200 litros de álcool glicerinado serão produzidos pela universidade, em parceria com o CDSA, que segue organizando estudantes, professores e populares na luta pela saúde e os direitos do povo em meio a pandemia. 

A propagação do vírus está crescendo na Paraíba, principalmente no interior do estado, assim como também no município no qual a UFCG/CDSA se encontra (Sumé). Assim, é dever da universidade, de professores, estudantes e da juventude camponesa do CDSA atuarem ativamente na defesa popular e contra os ataques do velho Estado nesse contexto de guerra contra o povo que a epidemia desnudou.

Só o povo organizado pode derrotar a pandemia!

Defender a saúde do povo com luta e organização! 

Colocar a ciência e a técnica a serviço do povo em meio a pandemia!

Abaixo o genocídio do velho Estado contra o povo pobre!

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