Chile: Povo mapuche organiza protestos e ocupações em apoio aos prisioneiros políticos mapuche em greve de fome

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Camburão carabinero (polícia militarizada chilena) é queimado por manifestantes mapuche

A cidade de Cañete foi palco na metade do mês de julho de ações combativas do povo mapuche em apoio a greve de fome de Machi Celestino Cordóva e outros prisioneiros políticos mapuche encarcerados nas masmorras do velho Estado, com tomadas de prédios do governo e protestos combativos, exigindo liberdade aos presos.

No dia 23 de julho, durante a manhã, um Centro de Reintegração Social (CRS), uma prisão do velho Estado de regime aberto, e um prédio da Província de Arauco foram ocupados por membros da comunidade mapuche. Pendurando cartazes e faixas em apoio aos prisioneiros em greve de fome, os manifestantes em comunicado denunciaram a indiferença do velho Estado às exigências do povo mapuche, além de destruírem o CRS em justa rebelião.

Com a ocupação encerrando no final da tarde, no CRS, agentes do velho Estado prenderam 27 mulheres mapuche.

Já no dia 16 de julho, partindo do Museu Mapuche em Cañete, cerca de 200 manifestantes realizaram um protesto em apoio à greve de fome de nove membros da comunidade mapuche que se encontram nos porões do velho Estado chileno, em Angol e Temuco, na região de Araucanía.

Marchando em direção à cidade, a manifestação foi logo reprimida por Carabineros (polícia militarizada). Fortemente equipada, os agentes da repressão utilizaram jatos de água e agressão física para reprimir o povo mapuche. Em resposta, os manifestantes revidaram com pedaços de pau e pedras, queimando um camburão das forças repressivas do velho Estado. Cerca de 14 manifestantes foram presos.

Mapuche exige direitos na prisão em greve de fome

Os protestos ocorrem em apoio a greve de fome Machi Celestino Cordóva, bravo lutador pertencente ao povo mapuche que está preso desde o início de 2018. Cordóva participou de uma ocupação de terra na fazenda Granja Lamahue, comuna de Vilcún, no Chile. Ele se encontra preso desde o ínicio de 2018 acusado de assassinar os latifundiários Jorge Luchsinger e Viviane Mackay, devido aos seus crimes contra os presos mapuche, durante a ocupação realizada em 2013.

 

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