SP: Vitoriosa panfletagem em frente ao Hospital de Clínicas - Unicamp em solidariedade a luta dos funcionários

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Estudantes realizam panfletagem em frente ao Hospital de Clínicas da Unicamp. Foto:  Comitê de Apoio - Campinas/SP

Na última terça-feira, 28 de julho, estudantes da Unicamp realizaram uma panfletagem em frente ao Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp. Os estudantes panfletaram uma carta de apoio, se solidarizando com as lutas que os funcionários vem travando dentro do hospital, por melhores condições de trabalho e por seus direitos. Foi elaborado um cartaz prestando solidariedade devido a morte de dois funcionários por COVID-19, fruto das péssimas condições de trabalho no hospital.

Desde o começo da pandemia, houve forte mobilização dos funcionários exigindo a realização de testes de COVID-19 e a distribuição de EPIs. Uma funcionária do HC relatou: “o hospital estava proibindo os funcionários de usar os EPIs. Só podia usar a máscara (N95) quem estava trabalhando na UTI do covid… só que depois o paciente era positivado pra covid e a gente cuidou dele sem os EPIs.” A direção do HC Unicamp só passou a fornecer EPI aos funcionários após mobilização interna e divulgação de uma carta anônima. (https://anovademocracia.com.br/noticias/13804-unicamp-queremos-testes-de-covid-19-e-epis)

Em decorrência do descaso da direção do hospital e das péssimas condições de trabalho, já foram noticiadas duas mortes de funcionários do HC pela COVID-19. Essas mortes, somadas ao pronunciamento hipócrita da direção causaram grande revolta nos funcionários: “Ninguém tá nem aí com a gente, nem a Reitoria, nem a Superintendência (do Hospital), nem ninguém. Não tão nem ai se a gente morrer. Não podemos nem pedir demissão ou dispensa porque eles não tem quem colocar no lugar, ninguém quer vir trabalhar aqui não”, disse uma das enfermeiras do HC. Ela tem sido obrigada a trabalhar, mesmo sendo de diversas categorias de grupo de risco: possui mais de 60 anos, diabetes e doenças cardíacas. Além disso, um de seus braços está com um grave ferimento infeccionado, sobre o qual ela não recebe nenhum tipo de atendimento ou assistência no cuidado, tendo que limpar e enfaixar o braço ao longo do turno de trabalho sem as devidas condições sanitárias para tal, se expondo a ainda maiores infecções. 

Dentro desse cenário de sucateamento e privatização da saúde pública e dos hospitais universitários, o reitor Marcelo Knobel anunciou um corte de 72 milhões de reais do orçamento da Unicamp no início da pandemia, sob a justificativa de que era para viabilizar o funcionamento do hospital e arcar com a diminuição do financiamento. Obviamente que esses cortes foram do lado que sustenta a universidade, os trabalhadores: “eu fiquei afastada por 14 dias devido a covid e nesse período, a Unicamp suspendeu o pagamento do meu vale alimentação.” relatou uma funcionária. Contou também que diversos funcionários não estão recebendo os 40% de insalubridade “a direção fala que como não estamos na UTI da covid não merecemos os 40% de insalubridade. Isso é um absurdo. Eu mesma não recebo os 40%, mas fui infectada. Aliás, os 40% de insalubridade deveria valer inclusive fora dos tempos de pandemia.” Além desses absurdos, a Unicamp quer explorar mais ainda seus funcionários, cobrando que os trabalhadores paguem R$370 pelo uso dos ônibus fretados para suas crianças, que não estão utilizando o serviço, devido ao isolamento social. 

Em um relato, uma enfermeira deixa muito claro a angústia que é trabalhar nesse cenário tão precarizado, sem a menor valorização dos funcionários, “a gente até torce às vezes pra pegar esse vírus e se livrar disso logo”. Ela comentou, também, sobre a falta de assistência psicológica para os funcionários, uma vez que muitos dos médicos dessa área pediram afastamento durante a pandemia. Ainda, ela ressaltou que “é muito importante essa mobilização que (os funcionários) estão fazendo e é muito bom ter o apoio de vocês estudantes, que vem aqui conversar com a gente e ajudar a denunciar todo esse absurdo”, disse.

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