Cebraspo: Nota de repúdio ao covarde despejo do Quilombo Campo Grande (MG)

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Reproduzimos a nota de repúdio feita pelo Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo) com relação ao covarde despejo promovido pelo velho Estado em Minas Gerais.


ABAIXO O COVARDE DESPEJO DO QUILOMBO CAMPO GRANDE (MG)! TODO APOIO AS 450 FAMÍLIAS QUE VIVEM NO LOCAL! 

O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos - CEBRASPO vem repudiar o truculento despejo executado pela Polícia Militar de Minas Gerais perpetrado em 12 de agosto de 2020. Seguindo o modus operandi deste tipo de operação policial a expulsão das famílias do local ocorreu com exacerbada violência e com a destruição de escolas.

A ação criminosa contraria até dispositivos do reacionário Judiciário brasileiro: em maio o Supremo Tribunal Federal determinou a suspensão de todos os processos judiciais de reintegração de posse e de anulação de demarcações de terras indígenas durante a pandemia de covid-19. A aglomeração causada pela polícia contraria inclusive todas as normas sanitárias para a prevenção do contágio do coronavírus.

As famílias vivem há 22 anos no local da falida Usina Ariadnópolis como compensação por dívidas trabalhistas que nunca foram pagas. Vem produzindo com êxito alimentos para garantir a sua sobrevivência, de outro modo, estariam vivendo em situação de miséria e desemprego nas favelas e periferias urbanas.

Esta é mais uma ação de guerra do latifúndio em conluio com juízes e governos, aqui representado pelo maior produtor de café do Brasil, que comprou a massa falida, o Juiz Roberto Apolinário de Castro e o Governador Zema de MG. Ação que anula qualquer dispositivo constitucional que garante a função social a terra. Tudo ao latifúndio exportador que não promove desenvolvimento, e para as famílias que produzem o seu sustento  a violência policial e o despejo.

O CEBRASPO se solidariza com as famílias que durante mais de 60 horas resistiram bravamente à violência do Batalhão de Choque, que utilizou gás lacrimogêneo e helicópteros, ateando fogo à área e destruindo casas e plantações. Ocorrido na semana em que se completou 25 anos da Batalha de Elina (09 de agosto de 1995, Corumbiara-RO), um dos mais emblemáticos símbolos da luta da terra no Brasil e da violência contra os camponeses, o despejo do quilombo Campo Grande mostra que segue ausente o direito à terra a quem nela vive e trabalha.

Rio de Janeiro, 15 de agosto de 2020.

Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos - CEBRASPO
Camponeses resistem bravamente a despejo em Minas Gerais. Foto: Gean Gomes

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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