USA: Muçulmanos migrantes são obrigados a comer carne de porco ou comida podre

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Detentos realizam suas práticas religiosas. Foto: John Moore/Getty Images News/Getty Images

No dia 19 de agosto, advogados democráticos enviaram uma carta a um centro de detenção de imigrantes da Alfândega e Imigração (ICE, na sigla original) do USA (Estados Unidos), em Miami (Flórida), denunciando que os presos muçulmanos recebiam constantemente carne de porco ou comida halal (termo para se referir ao que é permitido pela religião islã) podre como únicas opções de alimentação.

A carta também afirma que durante mais de dois anos os detentos muçulmanos receberam refeições halal estragadas que os deixavam doentes, com dores de estômago, vômitos e diarréia. Trata-se de uma forma de tortura.

Tentando se explicar, o porta-voz da ICE, Nestor Yglesias, afirmou ao monopólio de imprensa Forbes: "Qualquer alegação de que a ICE nega uma oportunidade razoável e equitativa para as pessoas seguirem suas práticas alimentares religiosas é falsa". Em resposta, os advogados forneceram provas, como cópias de rótulos de expiração das refeições em contraste às datas em que foram servidas, e algumas vezes as refeições foram servidas quatro meses após a expiração de validade. 

Entretanto, essa não é a primeira denúncia de que a ICE viola os direitos religiosos de seus detentos. Em 2019, Adnan Asif Parveen, que nasceu no Paquistão e viveu no Estados Unidos (USA) por quase cinco anos, recebeu apenas sanduíches de porco para comer por seis dias seguidos depois que fora detido quando sua permissão de trabalho expirou e a renovação estava em andamento. Como religioso muçulmano, Parveen não pode comer carne de porco, e após ter seu pedido ignorado pelas “autoridades” da ICE, teve de comer apenas as fatias de pão para seu sustento.

Em uma ação judicial de março de 2019, migrantes muçulmanos detidos na Flórida denunciaram que lhes havia sido negado o acesso a meios de oração, vestimentas tradicionais utilizadas na cabeça, dietas halal e cópias do Alcorão pelos agentes.

De acordo com o processo, quando perguntados por que as práticas muçulmanas não eram permitidas no ICE, os funcionários, incluindo o chefe do centro, responderam com declarações como "rapaz, você está no condado de Glades".

Outras violações da liberdade religiosa listadas na queixa incluem confiscar e destruir rosários católicos, restringir ou recusar o acesso a textos religiosos e até mesmo confiscar turbantes improvisados feitos de camisetas e toalhas dos detentos Sikhs, cujos adereços religiosos originais tinham sido levados.

"As autoridades os arrancaram de suas cabeças, dizendo-lhes que não podiam usá-los", disse um advogado da União Americana das Liberdades Civis (UALC). "Recebemos até mesmo uma queixa de um homem Sikh que a Patrulha de Fronteira confiscou sua kara [uma pulseira de ferro fundido que os Sikhs iniciados devem usar o tempo todo] e jogou-a no lixo na sua frente".

A UALC ainda denunciou que muitos migrantes eram forçados a orar ao lado de banheiros sujos nos centros de detenção.

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