Funcionário do governo denuncia que Trump queria trocar Porto Rico pela Groenlândia

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Durante visita a Porto Rico, após o arquipélago ser atingido pelo furacão Maria, em 2017, Donalt Trump joga rolos de papel higiênico em uma multidão. Foto: Evan Vucci/AP

O ex-funcionário do alto escalão do governo do Estados Unidos (USA), Miles Taylor, que era chefe de gabinete do Departamento de Segurança Interna, denunciou no dia 19 de agosto que o ultrarreacionário presidente Donald Trump tinha a intenção de vender ou trocar o território de Porto Rico pela Groenlândia, que pertence à Dinamarca. Tais aspirações foram expressas por Trump após dois furacões devastadores atingirem o arquipélago caribenho em 2017, e o presidente ianque precisar visitá-lo, episódio que ficou marcado por lançar rolos de papel higiênico à multidão de porto-riquenhos.  

Segundo Taylor, a justificativa infame de Trump era por considerar Porto Rico um lugar "sujo" e "pobre". “Ele nos disse não só que ele queria comprar a Groenlândia, ele realmente disse que queria ver se poderíamos vender Porto Rico, se poderíamos trocar Porto Rico pela Groenlândia, porque, em suas palavras, Porto Rico era sujo e o povo era pobre”, contou Taylor ao canal MSNBC. 

Em agosto de 2019, o próprio primeiro-ministro da Dinamarca, Mette Frederiksen, recusou a proposta de Trump de comprar a Groenlândia, que foi classificadas pelos políticos do país como completamente absurda. Segundo o monopólio de imprensa Wall Street Journal, Trump teria interesse nos recursos naturais e na relevância geopolítica, por sua localização estratégica, da Groenlândia. 

O CARÁTER COLONIAL DA GROENLÂNDIA E PORTO RICO

O que tanto Porto Rico, quanto a Groenlândia têm em comum é terem sido territórios anexados como colônias e possuírem um caráter diferenciado em relação ao resto do país de que fazem parte. No segundo caso, por exemplo, a Groenlândia possui relativa “autonomia” política em relação ao Reino da Dinamarca, porém este ainda mantém o controle sobre os recursos naturais e das relações externas e militares da região, cuja população é majoritariamente conformada pelo povo Inuíte. A Groenlândia também é obrigada a ceder à Dinamarca cerca de um quarto do seu Produto Interno Bruno (PIB).

Leia mais: Protesto rechaça imperialismo dinamarquês na Groenlândia

Já Porto Rico é considerado um território não incorporado do USA, mas que compõe seu sistema de Commonwealth (“economia comum”). Os residentes do arquipélago caribenho são privados de diversos direitos em nível nacional, como por exemplo, o direito a votar para presidente e vice-presidente do país. Além disso, a sua constituição local, que “permite” aos moradores das ilhas eleger um governador, foi aprovada pelo Congresso ianque.

Além de sua economia ser altamente dependente do USA, por servir essencialmente como um destino turístico, Porto Rico é mais pobre que todos os estados do país, até mesmo do mais pobre deles, o Mississipi, tendo cerca de 46% de sua população vivendo na pobreza. Ou seja, apesar de ser considerado um território do USA, não usufrui dos mesmos direitos que um cidadão estadunidense.  

O único outro caso similar no USA são as ilhas Marianas do Norte, ou Marianas Setentrionais, na Oceania, que foram colonizadas pelo imperialismo ianque durante a Segunda Guerra Mundial, e após a derrota do Japão passaram a ser reconhecidas como parte do Protetorado das Ilhas do Pacífico das Nações Unidas, em 1947.

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