RJ: Mulher tem apartamento invadido e acusa sargento da PM de estupro

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Câmeras de segurança mostraram o momento que o policial entrou no prédio da mulher, em Copacabana.Foto: Reprodução

Uma produtora musical denunciou que foi covardemente estuprada no dia 24 de agosto, em seu apartamento em Copacabana, na zona sul do Rio, pelo sargento da Polícia Militar (PM), Leonardo Lourenço da Silva. A mulher, que não teve o nome revelado por questões de segurança, conta que assim que o PM entrou em seu apartamento, ele a imobilizou e começou a tirar a roupa dela, lamber seu pescoço, tocar seu seio com força, além de lhe penetrar com a mão. Segundo ela, o policial é o mesmo que havia atendido uma ocorrência no prédio em que a mesma mora, na semana anterior ao fato. “Ela (vizinha) ligou pra polícia e ele foi o policial que nos conduziu para a delegacia”, contou.

A mulher contou que, o policial pediu para subir ao seu apartamento, para dar continuidade à ocorrência da semana anterior, e que quando entrou o militar começou a fazer perguntas a ela tentado extorqui-la, enquanto tirava sua roupa e a estuprava. 

“No momento em que ele entrou, ele me imobiliza. O corredor tem uma vala bem pequena na parede, que eu nunca me atentei. Só descobri ela da pior maneira possível”, contou a mulher.

Imagens de câmeras de segurança do prédio mostram o PM entrando no elevador do prédio da vítima no dia 24/08, dia em que a moradora denunciou o crime.

“Muita gente me pergunta porque eu abri a porta para ele. Mas eu pago imposto, eu trabalho pra caramba. Se eu não puder acreditar na polícia, vou acreditar em quem?”, desabafou.

A mulher denunciou ao monopólio de imprensa G1 que enfrentou dificuldades para registrar Boletim de Ocorrência (B.O) na 12° Delegacia de Polícia (Copacabana), “o tempo todo eles (Policiais) fizeram pegadinhas para me testar e ver se eu estava mentindo, toda vez que eu reconhecia ele, trocavam a foto, aquilo foi muito humilhante” relatou a mulher.

Depois de registrar a ocorrência, a mulher foi ao 19º BPM (Copacabana) para prestar queixa e de lá foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), onde laudo apontou vestígios de violência em ato sexual.  Ela também denunciou que além do laudo sugerir que ela teria "se preparado para receber o homem” por estar depilada, os policiais fizeram pegadinhas e a questionaram sobre sua situação financeira. "Tive que dar meu número de registro no Ecad, provar que tenho CNPJ, mostrar a carteirinha do sindicato, para ser ouvida. Como mulher, você tem que provar que não é prostituta", disse revoltada. 

O policial militar, foi preso no dia 31/08 administrativamente. A informação foi confirmada pela própria corporação, que também informou que foi solicitado que o militar fique detido por tempo indeterminado, com prisão preventiva decretada pela Justiça Militar do Estado do Rio.

Histórico de crimes

No ano de 2015 o sargento Lourenço, junto com outros dez militares do batalhão de Copacabana, foi investigado pela corregedoria da Polícia Militar, por receber propina de uma boate para não coibir irregularidades do estabelecimento. Os militares foram fotografados e filmados recebendo envelopes dos funcionários do local,

Após a conclusão do Inquérito Policial Militar (IPM) os policiais foram submetidos ao Conselho de Disciplina. No entanto, em 2016, o militar foi considerado "Capaz de permanecer na ativa".

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