Chile: Protestos populares se impulsionam; manifestantes são brutalmente reprimidos

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Manifestantes protestam na Praça da Dignidade em Santiago, Chile. Foto: AFP.

Em uma segunda manifestação com centenas de pessoas após o fim da quarentena imposta, cerca de 400 pessoas se reuniram na Praça da Dignidade (rebatizada assim após os grandes levantamentos de 2019) em Santiago do Chile, no dia 4 de setembro. Com usual truculência, os Carabineros (polícia militarizada) do Chile reprimiram a manifestação, utilizando os já utilizados químicos no caminhão lança-águas, que causam queimaduras e corrosão em roupas, pele e equipamentos.

Durante o protesto, os manifestantes entoavam: Já vão ver, as balas que atiraram em nós vão voltar! em direção aos Carabineros. Diante da brutal repressão, os manifestantes, mascarados, se dispersaram pelo local, e combateram os policiais com fogos de artifício. 

Ao todo, 20 manifestantes foram detidos e circulavam imagens nas redes sociais de pessoas seriamente feridas pela “água” lançada pelas forças de repressão, além de equipamentos fotográficos e roupas quase destruídos.

Os protestos que se impulsionam agora fazem parte dos levantamentos de massa de outubro de 2019 que até hoje não cessaram no país, com manifestações ocorrendo em bairros pobres e operários e até mesmo no centro da cidade, mesmo durante a quarentena da pandemia do coronavírus, em rechaço ao sistema de exploração e opressão e a condição de profunda miséria das massas.

Trabalhadores da saúde são reprimidos durante protesto por direitos de trabalho

No dia 5/09, um grupo de trabalhadores da saúde organizou uma manifestação perto da Praça da Dignidade, e depois iniciou uma marcha que ocupou a estrada norte da Alameda em Santiago. 

Em pouco tempo de protesto, os trabalhadores foram dispersados pelo canhão de água dos Carabineros

Os manifestantes exigiam o reconhecimento de técnicos de enfermagem de nível superior no Código de Saúde, uma vez que suas carreiras não são cobertas pelo regulamento, e eles têm de optar por posições mais genéricas, como assistente de enfermagem ou técnico paramédico, funções que detém menos direitos.

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