Mali: Dois soldados da ocupação francesa mortos e um ferido após explosão

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Soldados do imperialismo francês no vale do Terz, cerca de 60 km ao sul da cidade de Tessalit, no norte do Mali. Foto: Agência Reuters

No dia 5 de setembro, dois soldados do imperialismo francês foram mortos e um terceiro foi ferido durante uma operação no nordeste do Mali, na região de Kidal, após um dispositivo explosivo improvisado atingir o veículo blindado em que estavam, segundo informações do gabinete presidencial da França. 

Os soldados envolvidos fazem parte da força de mais de 5 mil militares franceses que compõem a operação chamada “Barkhane”, imposta pela França contra a região africana do Sahel desde 1º de agosto de 2014. 

A Operação “Barkhane”, apesar de ser sediada no Chade, tem sua atuação expandida também sobre outras quatro ex-colônias francesas localizadas na região: Burkina Faso, Mauritânia, Níger e Mali. Antes dela, o imperialismo francês já havia realizado outra intervenção no norte do Mali: a Operação “Serval”, que durou do início de 2013, até 2014. 

IMPERIALISMO DIZ QUE MATOU CIVIS 'ACIDENTALMENTE'

Recentemente, no dia 01/09, as forças da intervenção imperialista francesa no Mali abriram fogo contra um ônibus, assassinando um civil e ferindo outros dois, em mais um episódio do terror imposto contra o povo malinês em decorrência da ocupação estrangeira. Esse caso aconteceu a 50 quilômetros da cidade de Gao, na região norte do país, onde estão concentradas as tropas estrangeiras. 

O comando do exército francês no Mali afirmou que as mortes foram acidentais e que a intenção era apenas de atirar em “aviso”, após o ônibus não ter diminuído de velocidade em uma área conflituosa. No entanto, o diretor da empresa de ônibus, Abdoulaye Haidara, contesta essa versão dos acontecimentos e disse ao monopólio de imprensa AFP que o motorista do veículo nega ter se recusado a parar e ter ouvido tiros de advertência. 

DOMÍNIO SEMICOLONIAL NO NORTE DO MALI

Esta mais recente intervenção francesa no país africano teve início teve início após a deposição do presidente malinês em 2012 e a subsequente desestabilização interna da nação, que abriu caminho para que os independentistas tuaregues tomassem controle sobre as cidades do Norte do Mali. No entanto, essa região acabou passando ao controle de grupos muçulmanos jihadistas, próximos à Al-Qaeda.

É importante frisar, como posto na edição 234 do AND, que esses “grupos que controlam frações do Norte do Mali, apesar de estarem atrelados a uma ideologia feudal”, “atuam objetivamente no campo da Resistência Nacional quando posicionam-se pela expulsão do invasor”, no caso, por meio das suas ações contrárias à presença francesa no país.

Os milhares de soldados da coalizão imperialista encabeçada pela França se somam às tropas da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização do Mali (Minusma) da “Organização das Nações Unidas” (ONU), que atualmente possui 13 mil soldados no país, porém esses grupos muçulmanos não só se fortaleceram por toda a região, como também pela fronteira com Burkina Faso e o Níger, onde a França possui suas mais importantes fontes de urânio, que suprem as suas usinas termonucleares.

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