Vídeo de soldado israelense ajoelhado no pescoço de palestino causa indignação

A- A A+

A foto do soldado israelense imobilizando um manifestante palestino com o joelho relembrou a imagem de George Floyd, assassinado no USA com o mesmo movimento. Foto: AFP

Um vídeo que mostra um soldado israelense ajoelhado sobre o pescoço do manifestante palestino Khairi Hanun, imobilizando-o de forma que ele não conseguia respirar, se tornou viral na internet e desencadeou uma onda de indignação tanto na Palestina como no resto do mundo. A imagem foi associada à forma como George Floyd foi assassinado pela polícia no Estados Unidos (USA) em Minneapolis, em maio, dado que Floyd também foi asfixiado após ser imobilizado exatamente da mesma forma. 

Hanun, um senhor que vive na Cisjordânia e durante toda a sua vida participou de manifestações pela libertação da Palestina, deu uma entrevista ao monopólio de imprensa Al Jazeera em que narrou seu ponto de vista dos acontecimentos: "Um soldado me atirou no chão e me algemou. Ele começou a pôr seu joelho no meu pescoço, e quando eu senti, me lembrei do policial estadunidense ajoelhando-se no homem negro [George Floyd]. Eu não conseguia resistir, porque quanto mais eu resistia, mais ele pressionava". 

Ele conta também que, na ocasião do vídeo, ele participava de uma manifestação perto de Tulkarem, na Cisjordânia, que assim como outras dezenas de manifestações que acontecem semanalmente na Palestina, denunciava a expansão da construção de colonatos e infraestrutura por parte dos sionistas na vila palestina de Shoufah, e a prática de land grabbing (como chamam a grilagem de terras) de Israel contra terras, casas e construções de propriedade de palestinos.

Segundo a reportagem da Al Jazeera, uma semana antes de Hanun passar pelo ataque de violência colonial, escavadeiras israelenses tinham começado a abrir caminho em terras próximas a onde Hanun vive e a ameaçar proprietários de terra palestinos da região, a fim de se construir uma planta industrial ligada à produção de carne suína, que tomaria aproximadamente 800 mil km² de terras palestinas. 

O vídeo pode ser visto a seguir:

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Matheus Magioli Cossa

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Matheus Magioli Cossa
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Matheus Magioli Cossa
Ana Lúcia Nunes
Matheus Magioli
Rodrigo Duarte Baptista
Vinícios Oliveira