GO: Professor da comunidade Kalunga sofre tentativa de homicídio de Policial Militar

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O professor da comunidade quilombola Kalunga, no nordeste de Goiás, Ozenildo Dias Soares, foi agredido e baleado por um aspirante à Polícia Militar de Goiás, em Monte Alegre, no dia 1 de setembro. O professor encontra-se no Hospital de Urgências (Hugo) de Goiânia, enquanto o aspirante a PM, Juan Matheus Quirino Nunes, responde em liberdade a um inquérito da polícia civil de Campos Belos.
Ozenildo Dias Soares. Foto: Reprodução

Ozenildo havia acabado de sair da casa de um colega, onde organizava os diários de classe, quando passou pelo carro do aspirante a policial, que havia saído de uma festa e, no momento antes da agressão ao professor, estava agredindo violentamente um jovem negro, menor de idade. O agressor atacou Ozenildo na cabeça e disparou com arma de fogo contra ele. O professor conseguiu se livrar da agressão, mas mesmo depois de socorrido, já no hospital municipal de Monte Alegre, segundo o relato de uma enfermeira, Juan Matheus entrou no local ameaçando matar Ozenildo. O ataque ao professor e a agressão ao jovem menor de idade foram registradas por câmera de vídeo e a ameaça de morte comprovada por testemunha.

Essa violência contra um trabalhador, negro, e a agressão ao outro jovem foram relatadas na imprensa como "sem motivos", além de descrita como ação de um agressor alcoolizado, mas se trata de mais um crime contra o povo com as mesmas características das estatísticas sobre violência no Brasil: Cometida principalmente contra jovens negros e pobres, neste caso por pouco não figurando na categoria de "morte violenta com causa indeterminada (MVCI)", como noticiado por AND. (75,7% das vítimas de assassinato no Brasil são negras)
A Associação Quilombo Kalunga (AQK) manifestou publicamente o repúdio à agressão sofrida pelo professor e a exigência da apuração do crime e cobrou ações do governador do estado Ronaldo Caiado.

 Clique aqui para assistir o vídeo do professor agredido 

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