RJ: Chuvas criam caos enquanto prefeito diminui verba contra enchentes

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Árvore cai e interdita rua no Jardim Botânico. Foto: Reprodução G1

Depois do temporal que afetou a cidade do Rio de janeiro, no dia 22 de setembro, moradores de diversos pontos da cidade enfrentaram ruas cheias de lama, alagamentos e em alguns pontos deslizamentos de terra. Moradores da zona oeste foram o que mais sofreram com o temporal, no Jardim Maravilha: a água escoou e os moradores enfrentaram lama e buracos nas ruas.

No dia 23, trabalhadores ainda tinham dificuldades de sair de suas casas e, revoltados, afirmaram que o problema não é novo e sempre se repete a cada temporal. “Não é a primeira, nem a segunda e nem a terceira vez que isso acontece; há muito tempo a mesma coisa. É assim: essa água e o esgoto não funcionam, o esgoto invade as casas. Essa noite o esgoto entrou por dentro do meu banheiro, invadiu a casa toda, e nada acontece, só promessas”, relatou um morador ao monopólio de imprensa G1. Muitas famílias perderam suas casas e foram buscar abrigo em casa de parentes.

Moradores de Vargem Grande, Gardênia Azul e Rio das Pedras, também na zona oeste, reclamaram da falta de manutenção dos bueiros e ralos nas regiões. A Defesa Civil municipal recebeu 93 chamados pelo canal 199, desde 21h do dia 21/09. Entre as principais ocorrências, 37 por ameaça ou desabamento de estrutura; 26 para imóveis com rachadura e infiltração; e 21 por ameaça ou deslizamento de encosta.

A chuva também provocou queda de árvores e trânsito paralisado em diversas vias. Houve também  estragos em abrigos de animais, também na zona oeste. Com as inundações, os animais morreram afogados, outros foram arrastados com a força da água; remédios e alimento foram perdidos. Três unidade de saúde também foram atingidas, como a Clínica da Família Manoel Fernandes de Araújo, na Pavuna, onde parte do teto desabou, e a Clínica Vila do João, na Maré, onde o teto também desabou, pela segunda vez. No Centro Municipal de Saúde Dr. Alvimar Carvalho, em Pedra de Guaratiba, a parte em que os pacientes aguardam atendimento foi inundada.

Até o início da noite do dia 22, foram acionadas 36 sirenes em 17 comunidades com alto risco de deslizamento.

Os bairros mais afetados pela chuva foram Tijuca, Itanhangá, Vidigal, Alto da Boa Vista, Campo Grande, São Cristóvão, Todos os Santos, Guaratiba, Freguesia (Jacarepaguá), Vargem Grande e Bangu.


Ruas do Rio de Janeiro ficaram alagadas durante chuva do dia 22 de setembro. Foto: Estefan Radovicz/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

Falta de respeito da prefeitura e conta paga pela população

A prefeitura do Rio, chefiada pelo fascista Marcelo Crivella, diminuiu o orçamento destinado à prevenção de enchentes e, ao invés de usar a verba para prevenir o problema causado ao povo destes bairros afetados, gastou construindo praças. Segundo um levantamento feito, gastos com praças subiram 363% em relação a 2017.

O levantamento diz que, em 2018, a previsão era de investir R$ 789 milhões em prevenções de enchentes. Em 2019, o orçamento passou pra R$ 551 milhões - 30% a menos e, esse ano, chegou a R$ 404 milhões - 27% a menos que 2019. E no jogo de empurra de quem manda e quem obedece, em maio, numa audiência virtual na Câmara de Vereadores, o secretário Sebastião Bruno explicou a razão de tantas obras desse tipo.

"Eu não invento praça, não sou candidato a nada, eu sou funcionário de carreira. Quem demanda as praças, e eu vou ao prefeito e ele autoriza, é a Câmara, os vereadores", disse Sebastião.

Em matéria de 9 de abril de 2019, o AND já denunciara, em situação idêntica a atual, que as enchetes são resultado do descaso dos governos, e não de fatores naturais. “Em 2017, a prefeitura do Rio, já sob a gestão do atual prefeito Marcelo Crivella (PRB), desviou ao menos R$ 22 milhões destinados inicialmente à conservação e os realocou para publicidade da própria administração”, denunciou-se na época.

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