Catalunha: Protestos combativos eclodem no terceiro aniversário do 'referendo de independência'


Manifestantes ateiam fogo à bandeira do Reino da Espanha, rechaçando a dominação espanhola sobre a Catalunha, em protesto no dia 01/10. Foto: Reprodução / Redes Sociais

Na noite do dia 1º de outubro, centenas de apoiadores da independência da Catalunha do domínio espanhol tomaram as ruas de Barcelona, a capital da região, e outras cidades em razão da data do terceiro aniversário do referendo realizado em 2017, em que os catalães optaram pela independência e foram violentamente reprimidos pela Espanha, que contestou o resultado à época e vetou a secessão da região.

Em rebelião à dominação imperialista espanhol, os manifestantes incendiaram bandeiras do reino espanhol e enfrentaram combativamente a força policial da região, a Mossos D'Esquadra, que na época do referendo se recusou a reprimir os protestos independentistas, e sofreu uma intervenção da Espanha que substituiu seu alto comando, transformando-o em aparato de repressão do governo central. 

Para se defender das forças da repressão espanhola, os manifestantes ergueram barricadas com caçambas de lixo e atearam fogo a lixeiras e outros materiais encontrados na rua. No total, quinze pessoas e um policial ficaram feridos. 

Os manifestantes se reuniram em uma praça em frente ao prédio do governo regional da Catalunha, e depois caminharam até a Praça Catalunya, exigindo a libertação dos presos políticos do movimento pró-independência, condenados em 2019, e também tecendo críticas aos parlamentares que defendiam o separatismo e traíram a decisão do referendo, se submetendo ao velho Estado espanhol.

Leia mais: Povo catalão pressiona pela independência - A portas fechadas, burguesia catalã negocia com a Espanha

O aniversário ocorreu apenas poucos dias depois de a Suprema Corte espanhola determinar a demissão imediata do presidente regional da Catalunha, Quim Torra, em 28 de setembro, por se recusar a remover uma faixa que exigia a libertação dos presos políticos separatistas que fora pendurada em um prédio público antes das eleições gerais de 2019, com os dizeres Liberdade aos presos políticos e exilados!Torra foi desqualificado do cargo e condenado a um ano e meio de inibição especial tanto para o exercício de cargos públicos eletivos, como para o desempenho de funções governamentais, tanto a nível local, regional ou nacional. 


Faixa com os dizeres "Liberdade aos presos políticos e exilados" que foi pendurada na faixada do Generalitat, motivo pelo qual o presidente da Catalunha foi desqualificado pelo judiciário espanhol. Foto: Europapress

Como analisado pelo ANDa organização do referendo e o movimento pró-independência que fervia àquela época foram dirigidos pela burguesia catalã, interessada em conquistar maior porcentagem na divisão dos recursos do velho Estado espanhol, e não na luta por autodeterminação do povo catalão. Esse caráter de classe influenciou imensamente na falta de organização de uma resistência efetiva após a intervenção espanhola horas após a "proclamação da independência" catalã, que culminou no fechamento do Generalitat

A Associação de Nova Democracia Nuevo Peru (sediada em Hamburgo, Alemanha) lançou uma declaração, em 2017, na qual concluiu que a "independência" da Catalunha, bem como de qualquer outro povo subordinado e dominado em luta por sua autodeterminação dentro dos países imperialistas, só poderia ser levada a cabo devidamente com um “Partido Comunista, para que a classe dirija consequentemente este movimento e ligue-o com a luta pelo Poder, luta pela revolução socialista, que se realiza com guerra popular”.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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