Bolsonaro ‘traiu’ sua base fascista por medo de ser deposto e ter filhos presos

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Bolsonaro recuou por medo de ter seus filhos presos. Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

A mudança no tom do fascista Bolsonaro, que vinha ameaçando o país com um golpe militar fascista e fazendo esforços para lançar a opinião pública nesse sentido, tem a ver com seus filhos. O monopólio de imprensa Veja relatou que Bolsonaro, em maio de 2020, teve ciência de que seus filhos seriam presos e que ele poderia ser cassado, e tal informação foi passada por “auxiliares do Planalto”. Depois disso, Bolsonaro passou a “se empenhar” na negociação com o Congresso. Segundo a revista, “o Brasil enfrentou um sério risco de ruptura institucional”.

Carlos e Eduardo Bolsonaro, os ventríloquos do fascismo, já tinha ordem de prisão certa, que seria expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, dentro do inquérito que apura financiamento criminoso de ataques às instituições. Já a cassação do mandato de Bolsonaro poderia ocorrer no âmbito das investigações que apuram financiamento ilegal da campanha eleitoral do fascista, em 2018, e tal informação chegou a Bolsonaro através de “auxiliares”.

Tanto Carlos como Eduardo, reincidentes na prática de propaganda e agitação golpistas, seriam enquadrados na Lei de Segurança Nacional.

O contexto era o de pandemia de Covid-19, agravamento da degradação social com pico no desemprego e na pobreza; Bolsonaro, em abril de 2020, participou de um protesto na frente do Quartel-General do Exército cuja pauta era fechamento do STF e do Congresso e no qual ele discursou, falando que “não queremos negociar nada” e “acabou!”. Pouco depois, diante do pedido expedido pelo ministro Celso de Mello (STF) para confiscar o telefone de Bolsonaro na investigação de sua interferência na Polícia Federal, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, disse que tal ato poderia gerar “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”, o que dissuadiu o STF. Meses depois, em junho, o general Eduardo Ramos – ministro da Secretaria de governo – afirmou que a oposição não devia “esticar a corda”, pois do contrário não seria possível conter o risco de ruptura institucional – do golpe.

Tal ameaça e coação contra Bolsonaro foi tamanha que, segundo a revista, houve um atrito entre ele e o Carlos, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, teve de intervir: “Carlos, você não está entendendo. O seu pai tem de buscar a conciliação. O que você quer? Fechar o STF? Se isso continuar, o seu pai pode ser preso”.

A demissão de Abraham Waintraub em junho, pego em flagrante em vídeo defendendo prisão para os “vagabundos do STF”, foi parte do recuo bolsonarista. Mais recentemente, a nomeação de Kassio Nunes para o STF – um nome que atende aos interesses da direita tradicional parlamentar e contrário à “Lava Jato”, traindo sua base fascista para a qual prometia um ministro “terrivelmente” evangélico – também é parte.

A revelação desses fatos corrobora a análise de AND, presente nos últimos editoriais. No entanto, a tendência é prosseguir a pugna tão logo surjam novas condições.

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