Índia: Guerrilha promove expurgo e executa 25 agentes secretos

Segundo comunicado do porta-voz do Comitê Zonal Especial do Partido Comunista da Índia (Maoista) de Dandakaranya, Camarada Vikalp, o Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL) executou 25 pessoas, incluindo quadros do Partido, comprovadamente espiões ou informantes da polícia no estado de Chhattisgarh.

No comunicado, o Camarada Vikalp afirmou que todos os executados eram agentes secretos e informantes da polícia, plantados na guerrilha por chefes da polícia da cordilheira de Bastar, Inspetor Geral de Polícia da Cordilheira de Bastar, Sundarraj P,  e o Superintendente de Polícia de Bijapur, Kamalochan Kashyap.

Ao todo foram 17 agentes secretos executados e oito informantes; eles foram julgados por um Tribunal Popular após investigações que revelaram suas atividades antipovo.

Ainda durante a investigação, se comprovou que o membro do Comitê Divisional, Modium Vijja, trabalhava para a polícia a dois anos. Ele era um dos dirigentes na zona de Bijapur. Foi confirmado que sua função era prejudicar a Direção Central do Partido. O traidor também avisou a polícia sobre quatro reuniões importantes anteriores. Ainda segundo o comunicado, Vijja estava trabalhando em conjunto com Gopi, outro ex-comandante da área, que trocou de lado e estava sobre proteção policial.

Vikalp afirmou no documento que os informantes e agentes secretos estavam recebendo dinheiro da polícia e que tinham por objetivo assassinar dirigentes locais e tentar escapar sem serem pegos. Os traidores também foram acusados de cometer atrocidades contra mulheres e crianças para prejudicar a moral do EGPL.

O dirigente maoísta acusou também a Guarda Distrital da Reserva (GDR) de saquear aldeias, prender jovens inocentes e obrigá-los a trabalhar para a polícia. Segundo ele, as ordens para tais ações são do Inspetor Geral de Bastar e dos Superintendentes dos distritos de Bijapur, Dantewada e Sukma.

Ao tomar conhecimento da morte de policiais e destruição de bases e quartéis, o Inspetor Geral Sundarraj e os superintendentes distritais se engajaram-se em espalhar uma falsa campanha contra o PCI (Maoista), com isso espalharam minas na fronteira entre os estados de Telangana e Chhattisgarh; os próprios policiais plantavam e desenterravam as minas, para assim acusar os maoistas caso algum civil viesse a se acidentar. Oito combatentes revolucionários morreram por conta dos artefatos.

O porta-voz maoistas afirmou também que a Operação "Samadhan”, criada pelos governos central e estadual para saquear e explorar as riquezas naturais de Chhattisgarh e combater os maoistas, foi um fracasso, e que com isso o plano dos reacionários indianos de eliminar o PCI (Maoista) e o EGPL até 2022 caiu por terra. Contudo, o governo fascista indiano decidiu intensificar o combate ao PCI (Maoista). 

O Camarada Vikalp fechou a declaração convocando os estudantes, intelectuais e os demais trabalhadores e camponeses para lutar contra as atrocidades das classes dominantes indianas (grandes burgueses e latifundiários, serviçais do imperialismo, principalmente ianque) e da polícia.

 

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