Turquia: TKP/ML lança carta em homenagem a combatentes caídos e defende a Guerra Popular

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Na foto, o Comandante Regional de Dersim, Özgür e a combatentete Asmin.

No dia 8 de outubro, a revista revolucionária Partizan publicou uma declaração do Politburo do Partido Comunista da Turquia/Marxista-Leninista (TKP/ML) a respeito dos assassinatos de  Ali Kemal Yılmaz, conhecido como Özgür, o Comandante Regional de Dersim, e da combatente Gökçe Kurban, conhecida como Asmin.

A declaração, chamada “‘Aqueles que se tornam o sol da manhã para ninguém acordar na escuridão!’ Comandante Regional de Dersim da TİKKO e a combatente Asmin são imortais!”, abre com uma defesa da Guerra Popular como a tomada do poder pelo proletariado e as classes populares na Turquia, pondo abaixo todo o pessimismo e derrotismo dos revisionistas e demais oportunistas, afirmando que “Nesta situação, onde o estado mais sombrio de escuridão desaba como um pesadelo, onde caules de desespero, enxames de descrença, as formas mais imprudentes e piores da contrarevolução são experimentadas e que envolve o espírito da época, nosso Partido continua a desafiar todo este processo gritando “Viva a vitória da Guerra Popular!”.

Os comunistas prosseguem ao denunciar o “pesado bombardeamento com drones armados, F-16s e helicópteros [...] no centro da cidade, em Dersim-Ovacık Büyükköy”, bombardeios que levaram a morte do Comandante Regional de Dersim, Ali Kemal Yılmaz, conhecido como Özgür, e da combatente Gökçe Kurban, conhecida como Asmin.

A declaração prossegue, ao afirmar como tal ação fascista por parte do governo turco não “vai intimidar nenhum de nós”. Que tais ações brutais e antipovo apenas reafirmam a decisão dos comunistas e dos guerrilheiros em torná-los “mais decididos e determinados pela vitória da Guerra Popular, para transformar as cabeças decepadas de nossos camaradas na consciência de fazê-los pagar um preço pesado. Devem saber que as cabeças cortadas aparecerão diante deles como mais crentes na causa, concentrados na guerra, determinados em cobrar o sangue derramado.”

Uma breve biografia de ambos os combatentes assassinados também é mencionada na declaração. Özgür, o Comandante Regional, nasceu em 1985, filho de uma família de trabalhadores de Sivas. Aos 16 anos, passou a militar na União da Juventude Marxista-Leninista da Turquia (TMLGB) durante o ensino médio. Em 2003, se torna membro oficial do TMLGB, em pouco tempo, sobe ao Comando Regional de Dersim em 2011 e se torna o Comandante Regional em 2017, até ser assassinado pelas forças repressivas do velho Estado turco.

Já a combatente Asmin, considerada a pupila de Özgür, nasceu em 1997 em Dersim Pertek, conhecendo o marxismo já jovem, e começando a militar já durante o Ensino Médio. Segundo a declaração, Asmin “junto com sua colega e alma gêmea, Rosa (Fadime Çakıl), decidiram ‘ser o sol da manhã para que ninguém acordasse para a escuridão’. Depois que a camarada Rosa deu o primeiro passo, em outubro de 2014, ela abraçou sua coragem e fé e se juntou à guerrilha. Em pouco tempo, ela tomou um grande lugar na guerrilha com sua vitalidade e entusiasmo. Cada um de seus camaradas que se imortalizaram ao seu lado, aumentou seu ódio ao inimigo e sua consciência para cobrar o preço”.

Finalmente, no final da declaração afirmam que “as perdas que temos são enormes nesta época da história. Nossa dor aguça nossa raiva. Nossa raiva causa uma compreensão mais clara e determinada do antagonismo na luta pela revolução. Esta compreensão nos faz ser mais claros na luta pelo poder, mais meticulosos em compreender os problemas da guerra, mais ousados em preencher as posições e mais determinados em avançar a Guerra Popular”.

A declaração é encerrada afirmando que o TKP/ML se tornará “um exército como Özgür, para melhorar Guerra Popular e torná-la vitoriosa” e que, como Rosa e Asmin, “manter-nos-emos em guerra, enfrentaremos a guerra, melhorando nosso nível de organização. Cumpriremos as instruções de nosso congresso sobre ‘organizações partidárias mais robustas, militantes e disciplinadas’, tornando-nos Rosa e Asmin” e que o Partido insistirá “na linha da Guerra Popular mais forte e mais determinada, mais bem equipada e mais persistente”.

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