RJ: Adolescente morre em frente a UPA e família denuncia hospital por omissão de socorro

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Robson é mais uma vítima do caos na saúde pública do Rio de Janeiro. Foto: Reprodução

O adolescente Robson Albuquerque Pantaleão de Melo, de 16 anos, morreu na porta da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dr. Walter Garcia Borges, no centro da cidade de Duque de Caxias, na região Metropolitana do Rio, no dia 19 de Outubro, após chegar com uma crise respiratória. Ele era asmático.

A mãe do adolescente, Patrícia Albuquerque, relatou ao site do monopólio de imprensa G1, que ficou cerca de 15 minutos em frente a UPA, pedindo por atendimento, enquanto o bombeiro civil que fez o transporte do jovem e a família até o hospital, tentava reanimar o adolescente no carro, aguardando que algum funcionário prestasse socorro.

Sem ter qualquer atendimento emergencial por parte do hospital, o jovem não resistiu e veio a óbito no local.

Patrícia denunciou que só depois que o filho já estava morto apareceu um funcionário que foi até o carro.

“Chegando lá, a gente abriu a porta do carro, eu pedi socorro, do carro. E um funcionário da UPA gritou dizendo que 'estou recebendo ordem do meu coordenador [negrito nosso], não atendemos 16 anos'. E ele (o adolescente) estava com falta de ar, que ele tem crise”, contou a mãe.

Um laudo entregue pela UPA à Patrícia apontou que Robson teve insuficiência respiratória, bronco espasmo e asma brônquica.

A família do adolescente registrou um boletim de ocorrência na delegacia contra a UPA, por omissão de socorro.

“Não houve socorro por parte do hospital. Em todo momento, eu gritei, tinham pessoas falando: 'Gente, é uma criança'. Eu gritei ‘ele não está respirando’, e ninguém ajudou. Eles só tiraram o menino de dentro do carro depois que ele já tinha falecido, não estava respirando. Eles apareceram e o colocaram dentro do hospital já falecido”, disse a mãe revoltada.

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) disse que foi procurada pela família e vai oficiar a direção da UPA e a 59ª DP para, a partir das respostas, tomar medidas.

UPA onde o garoto morreu aguardando atendimento, em Duque de Caxias. Foto: Eliakin Moura/Divulgação

 

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